Educação Ambiental: Os Caminhos de uma Política Pública no Estado de São Paulo

Dia 22 de setembro foi realizado um  bate-papo sobre os desafios da Educação Ambiental como Política Pública tendo como exemplo a Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental do Estado de São Paulo – CIEA/SP. A Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental-CIEA-SP é composta por representantes governamentais e da sociedade civil, com a finalidade de discutir, acompanhar e avaliar a implementação  da Política Estadual de Educação Ambiental, instituída pela Lei estadual nº 12.780.

 

A live foi  facilitada por Patricia Otero  fundadora e coordenadora de projetos do Instituto 5 Elementos e membro Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental do Estado de São Paulo – CIEA-SP e contou com a presença de  Isis Akemi – Analista Ambiental responsável pelo Núcleo de Educação Ambiental do IBAMA em São Paulo e Coordenadora da Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental do Estado de São Paulo – CIEA-SP.

 

Patricia destacou o processo de construção  da Política Publica de Educação Ambiental até chegar na instituição da CIEA paulista em 2018, tendo como grande articuladora  Rede Paulista de Educação Ambiental-REPEA. Isis Akemi  aprofundou os conceitos da Educação Ambiental como Política Pública e contou como a CIEA-SP esta organizada.

 

Desde  junho de 2020 o Instituto 5 Elementos vem promovendo encontros com convidadxs sobre educação para sustentabilidade e a agenda socioambiental. Todas as lives podem ser assistidas nos nossos canais.

 

Para assistir, acesse o Facebook:  https://www.facebook.com/instituto5elementos

ou através do canal no Youtube https://www.youtube.com/channel/UCu3NpQtluaHZqXtcjQswIvQ

Live com Marina Silva e Marcos Palmeira

 

Dando prosseguimento as lives que o Instituto 5 Elementos vem promovendo desde o inicio da pandemia, abaixo  a agradável  conversa sobre a agenda socioambiental brasileira realizada em 18 de agosto com Marina Silva, Marcos  Palmeira e facilitada por Alan Dubner.

 

 

Acompanhe nossas lives nos canais do Instituto 5 Elementos Facebook e YouTube. 

 

Grupo da sociedade civil que monitora a implementação da Agenda 2030 no Brasil lança IV Relatório Luz

Publicação será apresentada na próxima sexta-feira (31/07) durante audiência pública da Frente Parlamentar Mista de Apoio aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

 

O Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030, o GT Agenda 2030 – o qual o Instituto 5 Elementos faz parte,  com 51 organizações, fundações e movimentos brasileiros – lança na próxima sexta-feira, dia 31 de julho, o IV Relatório Luz da Sociedade Civil sobre a Agenda 2030.

 

O documento é a única publicação no Brasil, organizado pela sociedade civil, que apresenta um panorama em 360 graus sobre como os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estão sendo implementados no Brasil, país que foi um dos 193 signatários do acordo que deu origem à Agenda 2030, na ONU.

 

A análise deste ano faz parte de uma série histórica iniciada em 2017 e cobre as áreas social, econômica e ambiental. Nesta edição foram verificadas 145 das 169 metas acordadas nas Nações Unidas. Ela também registra as dificuldades no levantamento de informações devido ao “apagão de dados” em curso no país, além da inexistência ou insuficiência de informações nas áreas abordadas.

 

A publicação será lançada nacional e internacionalmente na mesma data. Para o Brasil, a divulgação será às 10h, do dia 31/07, durante audiência pública da Frente Parlamentar Mista em Apoio aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável do Congresso Nacional. Já a comunidade internacional poderá acompanhar a divulgação dos dados a partir da 13h30 (para os países e ouvintes de língua inglesa) e das 16h (em espanhol). Todas as sessões serão transmitidas ao vivo por meio do canal www.youtube.com/gtagenda2030.

 

O ano de 2020 marca o primeiro quinquênio da Agenda 2030 e inaugura a Década de Ação, declarada pela ONU, que visa acelerar o alcance dos ODS em todo o mundo.  O lançamento do IV Relatório do GT Agenda 2030 ocorre diante da tragédia da Covid-19 que fez com que todas os compromissos para cumprimento dos ODS fossem revigorados durante o Fórum Político de Alto Nível da ONU, que recentemente reuniu presidentes e líderes de praticamente todo o mundo. Nele, em diversos painéis o Brasil foi mencionado de forma negativa, particularmente pela sua péssima resposta à Covid-19. 

 

Programação:

Moderação: Deputado Nilto Tatto, Fabiana Kent (Visão Mundial/GT Agenda 2030) e Laura Cury (ACT Promoção da Saúde/GT Agenda 2030)

 

10h | 10h20 – Mesa de Abertura

Expositores:

  • Deputado Nilto Tatto (presidente da Frente Parlamentar Mista de Apoio aos ODS)
  • Alessandra Nilo (Gestos/GT Agenda 2030)
  • Niky Fabiancic (coordenador residente da ONU no Brasil)

 

10h30 | 10h50 – Mesa 1 – ODS e sociedade

Expositora: Viviana Santiago (Plan International Brasil/GT Agenda 2030)

Debatedores:

  • Deputada Erika Kokay (Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos)
  • Deputado Afonso Florence (Frente Parlamentar Mista em Defesa das Organizações da Sociedade Civil)

 

10h50 | 11h10 – Mesa 2 – ODS e meio ambiente

Expositor: Rubens Born (Fundação Grupo Esquel/GT Agenda 2030)

Debatedores:

  • Deputado Rodrigo Agostinho (Frente Parlamentar Ambientalista)
  • Deputada Joenia Wapichana (Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas)

 

11h10 | 11h30 – Mesa 3 – ODS e economia

Expositor: Francisco Menezes (ActionAid/GT Agenda 2030)

Debatedores:

  • Senador Jaques Wagner (Frente Parlamentar Mista em Defesa da Reforma Tributária Solidária)
  • Deputado Arnaldo Jardim (Frente Parlamentar Mista Estímulos Econômicos para a Preservação Ambiental)

 

11h30 | 12h10 – Comentários da audiência e debate

 

12h10 | Encerramento e encaminhamentos

 

Serviço:

Lançamento do IV Relatório Luz da Sociedade Civil sobre a Agenda 2030 no Brasil

Data: 31 de julho

Local: Audiência Pública da Frente Parlamentar Mista em Apoio aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Congresso Nacional

Horário: 10h (horário de Brasília)

13h30 (horário de Brasília, sessão para países e ouvintes da língua inglesa)

16h (horário de Brasília para países e ouvinte da língua espanhola)

As sessões serão transmitidas ao vivo por meio do canal www.youtube.com/gtagenda2030.

 

Informações à imprensa:

Micheline Batista | micheline.batista@gestos.org | 81-99293.4345

Alex Cunha | alexcunha75@gmail.com | 21-98222.7350

Live sobre Aprendizagem Social e Cooperação Cidadã

Dia 21/07   foi realizada uma conversa com o presidente do Instituto 5 Elementos Pedro Jacobi sobre Aprendizagem Social.

O Vídeo pode ser visto logo abaixo:

 

 

 

 

 

Ecovila Águas Contentes em Movimento, por Mônica Pilz Borba em julho de 2020

O Instituto 5 Elementos faz parte da Associação Vale de Transição e vem apoiando o desenvolvimento da Ecovila Águas Contentes desde sua  fundação em 2012.

Em plena pandemia a Ecovila Águas Contentes situada em MG no município de Águas de Contendas, continua firme e forte executando seu planejamento anual, que consiste em diversas ações voltadas à melhoria da infraestrutura, ampliação de áreas para plantio de alimentos orgânicos, adubação das arvores frutíferas e manter a belezura dos espaços comunitários.

Flor do Gravatá, situado no pomar no pé da Graviola

Em junho o caseiro da Ecovila Marcio e sua família mudaram-se para Campinas, pois receberam uma proposta de trabalho muito atrativa. Ele trabalhou na Ecovila por um ano e 3 meses e ajudou muito na melhoria das demandas da Ecovila, e todos seus associados ficaram muito gratos pela sua dedicação e desempenho.

Marcio e Ana Cristina colhendo feijão

Para dar continuidade aos trabalhos a Associação Vale de Transição contratou Alexandre e Cristiane para darem continuidade as ações na Ecovila, que se mudaram no último dia 28 de junho, com seus filhos Gabriel de 14 anos e Helena com 6 anos.

Carmen Lucia, Ana Cristina, Cristiane, Helena 6 anos e Marta no Centro Comunitário.

Aproveitando essa transição foram realizadas diversas melhorias na casa do caseiro. Foi construída uma nova fossa séptica, realizada uma pintura interna e conserto do fogão a lenha, além da aquisição de moldem com internet, para facilitar a nossa comunicação diária.

Marcio, Alexandre, Gabriel e Vinícius cavando o buraco.

Sr. Beto pedreiro e Alexandre montando estrutura.

Instalação do sistema de fossa séptica, com 3 tanques, sendo o 1º para armazenamento, o 2º para filtragem e o 3º para diluição na terra.

Cobertura da fossa séptica.

Reforma do fogão instalando nova serpentina.

Fogão reformado

Pintura interna da casa pronta.

A nova família ficou muito feliz e agradecida pelos cuidados com a casa, e a transição ocorreu de forma amistosa, tranquila e produtiva. Nessa passagem foram orientados os trabalhos a serem realizados nesse período de inverno, intensificando a limpeza, poda triturando os galhos e folhas para fazer a cobertura verde e seca sobre o solo do pomar, adubação de todas as árvores frutíferas, limpeza dos canteiros do Centro Comunitário e plantio de sementes de diversas espécies no Viveiro de Mudas. Além disso, Ana Cristina repassou os trabalhos a Cristiane de colheita de frutas, produção de poupas e geleias e manejo do galinheiro.

 

Cristiane produzindo poupas de suco de manga

Em relação à infraestrutura nesse primeiro semestre foram instalados os cabos de energia elétrica e água do poço para a área dos novos associados. Também toda a estrada interna da Ecovila cerca de 1,300km foi cascalhada e foram derrubados dois eucaliptos para produção de mourões e madeira para uso interno.

Cobertura de cascalho da estrada interna da Ecovila

Instalação do cabeamento de energia elétrica para área dos novos associados.

Corte de dois pés de Eucalipto

No início de 2020 tivemos chuvas muito intensas, inundando diversas áreas ao longo do rio Baependi que faz divisa no terreno da Ecovila. Observar essa situação foi interessante, pois reforçou os dados que o trabalho de georreferenciamento realizado no final de 2019 e inicio de 2020 nos trouxe. Essas comprovações evidenciam que nosso plano de ocupação das áreas da Ecovila, entre espaços para produção de alimentos e moradia estão corretos.

Áreas inundadas no entorno do Centro Comunitário

 

 

 

 

Entre o essencial e o urgente

Mais uma live do Instituto 5 Elementos foi realizada dessa vez foi numa conversa descontraída entre Alan Dubner e Rita Mendonça e teve como tema “Entre o essencial e o urgente”.

 

A Ecologia Profunda, processos de aprendizagem com a Natureza e a certeza que nós somos natureza foram discutidos. Durante a live foram divulgados o  Curso sobre Observação de Plantas que a Rita é facilitadora e também sobre o pensador italiano Emanuele Coccia.

 

Alan Dubner é  Diretor e Rita Mendonça é conselheira do Instituto 5 Elementos.

 

Todas as lives do Instituto podem ser vistas a qualquer momento no nosso canal  instituto5elementos no YouTube.

 

 

Reunião on line do Conselho do Instituto 5 Elementos

Este ano com a pandemia, nossa  Assembleia Geral Ordinária, foi on line, no  dia 10 de junho de 2020, às 17h.

 

Estiveram presentes:

 

Conselho Consultivo: Presidente – Pedro Roberto Jacobi, Vice Presidente – Aron Belinky, Adalberto Wodianer Marcondes, Célia Maria de Azevedo Mizinski, Rita de Cássia Bernardo Mendonça. Diretoria: Diretora Executiva e Associada fundadora – Mônica Pilz Borba, Diretor Superintendente – Alan Dubner e Diretora Financeira – Marta Schutzer de Magalhães.

 

Associados: Eduardo Tatit Vitale, Gina Rizpah Besen, Patricia Bastos Godoy Otero, Renata Villas Boas e os novos associados João Mauro Carrillo e Lia Salomão.

 

Dentre muitos assuntos tratados destacam-se:

A apresentação do relatório de atividades e do balancete de 2019 e o status dos projetos que estão sendo realizados em 2020.

 

No projeto Agenda 2030 – Saúde e Mulheres de Careiro/AM já ocorreu o 1º encontro com a participação de 27 mulheres e, está  previsto o lançamento da publicação – Agenda 2030 – Saúde e Mulheres da Amazônia para o 2º semestre de 2020.

 

O Premio Desafio 2030 – Escolas Transformando o Mundo foi reformulado e esta em captação de recursos.

 

Uma importante novidade é  a realização de lives do Instituto 5 Elementos com o envolvimento dos conselheiros,  associados e convidados para conversar sobre  temas ligados a Educação para a Sustentabilidade. Já foi realizada uma sobre catadores de materiais reciclados e estão previstas novas  lives sobre, integração com a natureza, aprendizagem social, politica estadual de educação ambiental,  ambientalismo e muitos outros importantes temas.

 

No inicio da reunião foi feita uma homenagem especial ao Uli, nosso estimado conselheiro que fez sua passagem no final de maio.

 

Maiores detalhes sobre nossas ações podem ser vistos no site http://www.5elementos.org.br/noticias/ .

O que está acontecendo com os catadores de materiais recicláveis nos tempos de pandemia no Brasil?

O Instituto 5 Elementos no último dia 5 de junho de 2020, Dia Mundial do Meio Ambiente promoveu uma LIVE reuniu 4 especialistas na área, que atuam em diferentes regiões do Brasil para tentar responder essa pergunta. Para quem quiser assistir:

Mônica Pilz Borba pedagoga especialista em gestão e educação ambiental, diretora executiva do Instituto 5 Elementos, iniciou o diálogo falando que a ideia dessa LIVE – Educação Popular e Resíduo Zero surgiu de uma reunião da Aliança Resíduo Zero que aconteceu no dia 21 de maio com representação de 17 entidades, que trouxe diversos desafios que as políticas voltadas aos catadores vem passando e sendo enfraquecidas. Foi nessa ocasião foi apresentada a Moção pelo Fortalecimento da Coleta Seletiva com Integração dos Catadores e contra a Incineração de Resíduos Sólidos Domiciliares, e caso sua entidade queira apoiar clique aqui.

 

E nesse contexto que o 5 Elementos organizou esse encontro Mônica Pilz Borba fundadora e associada iniciou com a apresentação dos especialistas e dos parceiros desse encontro:  Alex Cardoso uma das lideranças do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis – MNCR, mora em Porto Alegre/RS, Dra. Alexandra Facciolli Martins promotora de justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo desde 1996, e desde 2012 atua junto ao Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente – GAEMA e contribuiu ativamente para a elaboração de um documento “Diretrizes Técnicas e Jurídicas para a coleta seletiva e triagem de materiais recicláveis durante o período de pandemia”, e Lívia Cristine Dutra Ferreira bióloga, com especialização em gestão ambiental, pesquisadora do ORIS, técnica do INSEA e mora em Belo Horizonte/MG e atua na Rede Lixo Zero no bairro de Santa Tereza/BH, e trazer um olhar sobre a coleta seletiva nesse contexto da cidade.

 

Segundo Alex Cardoso esse tem sido um momento importante de reconectar a ampliar parcerias, e essa LIVE reforça laços de confiança e valorização das instituições que apoiam às políticas voltadas a coleta seletiva. Alex retoma que essa é uma questão histórica, e que os catadores/as separam 90% dos resíduos secos e ficam apenas com 10% dos recursos financeiros desse “negócio”, ou seja, existe um processo de exclusão dessa classe, onde 70% das catadoras são mulheres excluídas territorialmente, socialmente e educacionalmente reforçando que as decisões ainda tem a dominância do homem branco e rico, sendo necessário reverter esse quadro. Em relação ao Corona Vírus, trouxe um novo olhar para o que já estava em pandemia, pois no início da pandemia em Porto Alegre/RS as catadoras e os catadores de materiais recicláveis paralisaram suas ações, com medo da contaminação e ausência de políticas de segurança no trabalho. Foi assim que abriram espaço para dialogar sobre a situação e verificaram que a coleta seletiva é um serviço essencial, e que não era momento para esmorecer, pelo contrário, é um tempo para reforçar parcerias e ampliar a visibilidade dessa área que necessita de recursos para uso permanente dos EPIS, bem como recursos financeiros para os associados e cooperados, cestas básicas e cestas com produtos de limpeza, solicitando responsabilização do município, iniciativa privada e ONGs parceiras.

 

Foi assim que nasceu o documento “diretrizes técnicas e jurídicas para a coleta seletiva e triagem de materiais recicláveis durante o período de pandemia”, publicado pelo conselho nacional do ministério público em 25 de maio de 2020, que teve como uma das articuladoras a Dra. Alexandra Facciolli Martins que contribuiu ativamente junto a construção desse processo amplamente participativo, com diversas entidades envolvidas. Ela iniciou sua fala abordando questões históricas dos catadores, a necessidade de encerrar os lixões no Brasil previsto no art. 54 da LPNRS, a análise de dados da coleta seletiva nos meses de março e abril/20 disponibilizado pelo CEMPRE – Compromisso Empresarial pela Reciclagem e as principais questões que foram consideradas para a construção das diretrizes da coleta seletiva no período da pandemia: 1. orientações e recomendações técnicas para as atividades dos catadores de materiais recicláveis durante a pandemia do coronavírus (covid-19); 2. necessidade ou não de procedimentos diferenciados de segregação, acondicionamento e de prévio tratamento antes da disposição final ambientalmente adequade, 3. condicionantes para continuidade e/ou retomada das atividades (etapas de geração, coleta, triagem e destinação dos resíduos recicláveis) x interrupção dos serviços; 4. responsabilidades pela organização e fiscalização do sistema de coleta seletiva, fornecimento de epis, orientações e outras medidas de controle do risco; 5. roteiro para verificação da situação das cooperativas; 6. equipamentos de proteção individual necessários; 7. pagamento de renda mínima e auxílios sociais complementares. Referente à atuação dos membros do Ministério Público brasileiro para a prevenção da disseminação da COVID19 na coleta seletiva e nas atividades exercidas pelas associações e cooperativas de catadores em 15 de maio 2020 foi publicada a nota Técnica nº 2/2020 – CMA, https://www.cnmp.mp.br/portal/images/noticias/2020/maio/Nota_t%C3%A9cnica_02-2020_CMA.pdf.

 

Em BH a coleta seletiva foi paralisada e os catadores/as das 6 associações e cooperativas de catadores que fazem a coleta seletiva porta-a-porta e ponto a ponto (Pontos Verdes) estão recebendo auxilio emergencial do município e cestas básicas, segundo Lívia Cristine Dutra Ferreira que trabalha com metodologias participativas e experiências de aprendizado para organizações da economia solidária, em especial catadoras e catadores de materiais recicláveis, apresentou os novos modelos para uma gestão integral, integrada e descentralizada dos resíduos sólidos apresentando a experiência da Rede Lixo Zero Santa Tereza em Belo Horizonte-MG. Nesse bairro residem 15.610 pessoas, em 6.330 domicílios e foi criada uma rede com a participação das: casas, escolas, bancos, corporações, supermercados, sacolões que começaram e separar seus resíduos em secos, úmidos, rejeitos e perigosos para serem descartados em composteiras, nas cooperativas, para Produção de biodiesel e nos aterros. Os resultados são produtos reciclados, bônus urbano e ambiental, economia circular, manejo e continuidade do aterro a longo prazo. A valorização dos espaços públicos para coleta dos secos e úmidos, além de um forte envolvimento da comunidade como um todo. Nos tempos de pandemia foram reforçados a necessidade de uso dos EPIs, e equipamentos de proteção individual e coletivas, criando uma barreira de proteção para os catadores/as e para disseminar esse importante trabalho foi desenvolvido o “Manual Operacional – As atividades dos catadores e a Coleta Seletiva durante e após a pandemia da COVID-19”, sendo esse documento o resultado de um grupo de trabalho organizado no âmbito do Fórum Municipal Lixo e Cidadania de Belo Horizonte (FMLC-BH).

 

Em relação a São Paulo, segundo Mônica Borba a coleta seletiva realizada pela prefeitura de São Paulo, não parou desde o início da pandemia, informando que a coleta domiciliar seletiva está presente em 94 distritos do município de São Paulo, cobrindo cerca de 75% das vias e conta com 5 mil funcionários e 454 veículos. As empresas (Loga e Ecourbs) recolhem os resíduos recicláveis e destinam prioritariamente para as 25 Cooperativas de reciclagem, que são habilitadas na Amlurb, e depois para as 2 Centrais Mecanizadas de Triagem. Ao todo, são coletadas cerca de 280 toneladas de recicláveis por dia, uma média de 7 mil por mês, desse valor, 100% é direcionado às cooperativas, por meio de um fundo municipal, que também é destinado ao fortalecimento das cooperativas de SP. Os resíduos secos coletados pelas empresas são encaminhados as Centrais mecanizadas de Triagem: Ponte Pequena localizada na Avenida do Estado nº 300. A unidade é gerenciada pela concessionária Loga, e a Central Carolina Maria de Jesus localizada na Avenida Miguel Yunes, nº 345, Vila Sabará gerenciada pela concessionária Ecourbs, e por 25 Cooperativas: 5 de julho, Butantã, Caminho Certo, Casa do Catador, Chico Mendes, Coopercaps, Filial Coopercaps, Coopere Centro, Cooperleste, Coopermit, Cooperpac, Crescer, Giba GPS, Nossos Valores, Parelheiros, Rainha da Reciclagem, Recifavela, Central Tietê, Tiquatira, União Itaquera, Associação 28, Viralata, Vitória da Penha. Nota-se que acima são citadas 23 cooperativas ao invés de 25, conforme informações oficiais, mas na lista do site da prefeitura só aparecem 23. A diferença no tratamento das informações entre as Centrais Mecanizadas de Triagem e as Cooperativas no site da prefeitura de São Paulo são bem distintas, pois as cooperativas aparecem num quadro desatualizado e com uma letra minúscula, com dados relativos ao endereço, contato e responsáveis e as Centrais tem fotos e mapas de funcionamento. Não há nenhuma informação sobre como as cooperativas e associações estão constituídas, quantos catadores atuam, resultados, sendo que todas essas são habilitadas pela AMLURB – Agencia Municipal de Limpeza Urbana de SP, que tem essas informações e obrigação de monitorar e divulgar seus dados. Enfim fica evidente que há uma grande distinção no tratamento na área de comunicação e transparência nos dados, revelando desvalorização geral de políticas de fortalecimento dos catadores/as e suas associações e cooperativas.

 

Nesses tempos de pandemia as cooperativas e catadores/as de SP vem recebendo apoio prefeitura, por meio da AMLURB, que está beneficiando 900 famílias associadas às 25 cooperativas habilitadas no programa socioambiental de coleta seletiva. Cada família dos catadores está recebendo R$ 1,2 mil reais mensais, por até três meses. 1.400 catadores autônomos também estão recebendo R$ 1,2 mil mensais, sendo a composição do auxílio dividida: r$ 600 pagos pela prefeitura e r$ 600 oriundos do governo federal.  Esse recurso vem do fundo municipal de coleta seletiva, logística reversa e inclusão de catadores, sendo sua renda gerada pela venda da produção das centrais mecanizadas, sendo esse apoio somente para as 25 cooperativas habilitadas pela AMLURB.

 

Mas em SP existem mais 30 cooperativas atuando, que não são habilitadas pela prefeitura, elas atualmente trabalham de portas fechadas, e tem contratos com grandes geradores, por exemplo Correio. Algumas empresas eliminaram a parceria com as cooperativas desse SERVIÇO ESSENCIAL – PEVS Pontos de entrega voluntária, como por exemplo: Pão de Açúcar. Alguns catadores dessas 30 cooperativas vêm recebendo auxilio emergencial do governo federal e da prefeitura e algumas cooperativas vêm recebendo cestas básicas, materiais de higiene básica, EPI e recursos financeiros do: MNCR – Movimento Nacional de Catadores de Recicláveis, Mãos Verdes – Cooperativa dos Trabalhadores e Gestores Socioambientais, Instituto GEA, ABIHPEC – Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, Rede Catasampa – reúne diversas cooperativas. Mas infelizmente não são todos os catadores que estão sendo protegidos nesses tempos de pandemia.

 

Segundo Mônica Borba é importante ampliar o olhar para além da coleta seletiva em tempos de pandemia, pois o consumo dos recursos naturais, de energia e as emissões CO2, entre outras variáveis estão interligados a realidade dos desafios da emergência climática, que também temos de enfrentar. Segundo dados da Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) estima um aumento de 15% a 25% na produção de resíduos sólidos (lixo orgânico e reciclável) nas residências, e isso significou um aumentou de 2 para 3% de resíduos secos. Esse resultado pífio numa cidade com 12 milhões de habitantes onde só recicla 3% dos resíduos secos demonstra uma baixíssima consciência socioambiental, e para mudar esse quadro será necessário vontade política, educação ambiental, comunicação e mobilização de qualidade. A situação econômica das cooperativas em relação às vendas dos materiais recicláveis, não é nada boa, pois a indústria recicladora baixou o consumo, reduzindo a aquisição. O lixo hospitalar também deve crescer de 10 a 20 vezes, segundo Abrelpe e como seu destino final é a incineração e o custo desse tipo de tratamento é alto para a área da saúde os gastos irão aumentar ainda mais, além dessa queima ser extremamente prejudicial à qualidade do ar. Segundo a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) houve queda acentuada na quantidade de monóxido de carbono no ar desde o dia 20 de março em relação a qualidade do ar em SP devido a redução de veículos transitando pela cidade, e o consumo de energia elétrica também caiu no Brasil, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

 

Não há iniciativa por parte das empresas que fazem entregas domiciliares para diminuir ao mínimo a quantidade de embalagem em seus produtos, ou seja a fórmula dos 5Rs – Repensar, Recusar, Reutilizar, Reduzir e Reciclar não vem sendo exercitada pela prefeitura, empresas e cidadãos. Nessa perspectiva é necessário comentar que as metas do Plano de Gestão Integrada de São Paulo – PGIRS, não vem sendo cumpridas poder público, e nem pela iniciativa privada, não são de conhecimento da população, pois em 2020 já deveríamos estar separando em nossas residências os resíduos em 4 frações: secos a serem destinados as cooperativas e centrais mecanizadas de triagem, úmidos para centrais de compostagem, rejeito para aterros e perigosos para as indústrias que produzem remédios, pilhas, baterias, entre outros. Mas aqui, numa das maiores cidades do mundo, mal conseguimos separar os secos para destinar a reciclagem. A atual gestão municipal investiu recursos da “Educação Ambiental” dos contratos com as empresas que coletam o lixo Loga e Ecourbs no desenvolvimento do site Reciclasampa com informações gerais e dos dias e horários das coletas de resíduos nas ruas da cidade, mas não desenvolveu nenhuma campanha de comunicação do porte para envolver a população da cidade de São Paulo, e alterar essa realidade.

 

Para tratar dos resíduos úmidos que consistem em 52% do total de resíduos gerados, a prefeitura vem desenvolvendo o projeto Feiras e Jardins Sustentáveis que consiste em compostar restos de feiras livres e podas de árvores. Esses resíduos vão para os 5 pátios de compostagem situados nos bairros da Lapa, Sé, Mooca, São Mateus e Ermelino Matarazzo, onde são misturados e dispostos em leiras (canteiros) onde acontece o processo de compostagem, em torno de 120 dias, que se transformam em composto orgânico de qualidade, distribuídos gratuitamente à população. As unidades possuem capacidade de recebimento de até três mil toneladas de resíduos por ano e processamento de até 600 toneladas de composto, no mesmo período. O composto gerado é utilizado em jardins, praças públicas e hortas comunitárias e escolares, gerando ganhos econômicos e ambientais significativos para o município. Mas não recebem resíduos úmidos domiciliares e nem de grandes geradores tais como restaurantes e supermercados. Enfim, soluções existem, porém precisam ser ampliadas sendo necessário promover campanhas educativas que ensinem a população como colaborar, além de cobrar efetivamente que participem para contribuir com processos de redução de emissão de CO2, porque ao reciclar os resíduos secos e compostar os úmidos reduziríamos em até 80% do volume de resíduos que desperdiçamos, pois atualmente vão para os aterros gerando o gás Metano, lembrando que 1l desse gás equivale a 20l de CO2.

 

Como podemos observar sem educação popular, coresponsabilização de toda a cadeia produtiva e gestores públicos não iremos avançar num sistema de tratamento de resíduos sustentável, onde nada se perde e tudo se transforma.

Mônica Pilz Borba

Educadora Ambiental e Diretora do Instituto 5 Elementos

monicab@5elementos.org.br

Junho de 2020

Live Educação Popular e Residuo Zero

Apresentações:

DADOS COLETA SELETIVA RESÍDUOS SECOS EM SP 2020_5Elementos

DiaInternacionalMeioAmbiente_LIVIA BH

LIVE – LIXO ZERO – 05.06.2020_DRA ALEXANDRA

Instituto Água e Saneamento (IAS) apresenta panorama do acesso a água e esgoto no Brasil Publicação “Saneamento Brasil 2020” marca início da atuação da organização

Em maio de 2020 – O Instituto Água e Saneamento (IAS) foi lançado em São Paulo (SP). Trata-se de uma organização civil sem fins lucrativos que tem como missão garantir a universalização do saneamento no Brasil, especialmente para ampliação do acesso a esgotamento sanitário, e o Instituto 5 Elementos apoia o nascimento de mais uma entidade que atua em prol do acesso a água de qualidade a população brasileira.

Para abrir os trabalhos, o Instituto apresenta a publicação “Saneamento 2020: Passado, Presente e possibilidades de futuro para o Brasil”, fruto de um esforço técnico para a coleta e análise de dados sobre o passado, presente e futuro do saneamento no Brasil. O documento detalha os principais desafios para universalizar o acesso ao saneamento no país, setor marcado por profundas desigualdades sociais, territoriais e regionais.

A atuação do Instituto priorizará esforços para garantir acesso a esgotamento sanitário e a interlocução com os municípios, esfera onde na prática se realizam, de forma integrada, políticas públicas de saneamento, saúde, meio ambiente e defesa civil. Diante do desafio de ampliar a capacidade municipal de formular convênios e arranjos institucionais, o IAS consolidará um inventário de boas práticas e manterá um laboratório de dados permanente para facilitar o monitoramento, avaliação dos indicadores e conhecimento sobre o setor.

“Os dados são chocantes: cerca de 40% da população brasileira, ou mais de 80 milhões de pessoas, não têm acesso de qualidade ao abastecimento de água. Segundo a UNICEF, 25% das crianças e adolescentes brasileiras convivem com esgoto à céu aberto, configurando-se na principal privação de direitos que afeta esse grupo social”, aponta Marussia Whately, urbanista, especialista em recursos hídricos, diretora e co-fundadora do IAS. “O Instituto nasce para facilitar o acesso aos dados, apresentar análises e estudos de qualidade e promover uma agenda positiva de acesso ao saneamento. Em plena crise sanitária provocada pela pandemia do Coronavírus, esta agenda ganha ainda mais força e urgência”, completa.

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O IAS  entende que são três as dimensões fundamentais para a caracterização do tema: o saneamento como um direito humano reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) desde 2010; como política pública e como serviço essencial, sem o qual dificulta-se o acesso a outros direitos. O saneamento básico é definido em quatro componentes de serviços pela lei 11.445, e abarca as funções de planejamento, a regulação e a prestação em si, que pode ser feita direto pelo município, por empresa estadual e por empresas privadas.

“Garantir o acesso universal ao saneamento é um dos grandes desafios para o desenvolvimento e bem-estar social no século XXI. Estamos pelo menos 30 anos atrasados com relação à meta de universalizar o abastecimento de água, a coleta e o tratamento de esgoto, estabelecida pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB), lançado em 2013. A meta era atender toda a população brasileira até 2033. Estamos longe, muito longe”, complementa Marussia Whately.

Tudo isso fica muito evidente em meio à pandemia do novo coronavírus (COVID-19); que tem entre as principais medidas de contenção alguns cuidados básicos de higiene — como lavar as mãos frequentemente e não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, copos e pratos — uma tarefa impossível para quem não tem abastecimento regular de água, problema que atinge quase 500 mil pessoas na cidade de São Paulo.

Por isso, o IAS promove inovações locais, organiza a produção e a sistematização de conhecimento e contribui para a formulação de estratégias para o setor. Existimos para impulsionar soluções e acelerar a consolidação de um novo pacto nacional pelo saneamento no Brasil, com foco nos municípios, esfera onde se realizam, de forma integrada, as políticas públicas de saneamento, saúde, meio ambiente, adaptação climática e defesa civil.

Rafaela Marques | Instituto Água e Saneamento

Coordenadora de Comunicação – rafaela@aguaesaneamento.org.br

+ 55 21 967760051 |  www.aguaesaneamento.org.br

A Mulher e os Saberes do Cuidar na Amazônia

Mulheres da Amazônia tem muito a nos ensinar, pois suas histórias de vida estão recheadas de conhecimento ancestral das nossas florestas amazônicas. As mulheres nas áreas rurais da Amazônia são em sua maioria mães, donas de casa, agricultoras, curandeiras, parteiras ou agentes de saúde; tendo uma rotina diária de muito cuidado para as famílias e comunidades, por meio de uma realidade do trabalho manual e pesado, com ausência de tempo para se cuidarem como merecem.

Foi dentro desse contexto que o Instituto 5 Elementos e a Casa do Rio estão oferecendo nesse 1º semestre de 2020 a formação Agenda 2030 – Saúde e Saberes das Mulheres do Careiro/AM, apoiada financeiramente  do Grupo de Trabalho da Sociedade Civil da AG2030, União Europeia e Associação Bem-Te-Vi Diversidade.

A divulgação, que começou em fevereiro tinha a seguinte chamada: “Se você mulher quer aprender a fazer sabonetes, cremes, pomadas, mascaras, xaropes, repelentes e outros produtos para cuidar da saúde e beleza utilizando as ervas da Amazônia venha participar desse curso”. Com 20 vagas, tivemos 35 inscritas, e alguns homens interessados. Ocorreu um processo de seleção, levando em consideração a distribuição delas pelo município e foram escolhidas 26 mulheres que participaram do 1º encontro que aconteceu nos dias 17, 18 e 19 de março na sede da Casa do Rio na cidade de Careiro Castanho com 6.092 km², localizado a 102 quilômetros de Manaus, na BR-319, que além das belezas naturais, tem como destaque o cultivo do cupuaçu. A agricultura e a pecuária são as principais atividades econômicas do município, que tem uma população estimada em 30 mil habitantes.

Professoras e 26 alunas do projeto Agenda 2030 – Saúde e Saberes das Mulheres de Careiro/AM

Na manhã do dia 17 a equipe do Instituto 5 Elementos Mônica Pilz Borba, pedagoga especialista em Educação Ambiental e Marta Schutzer Magalhães, fisioterapeuta especialista em medicina Ayurvedica e Fitoterapia e Thiago Cavalli Azambuja diretor institucional da Casa do Rio e equipe, recepcionaram as 26 participantes fazendo uma abertura geral. Mônica apresentou a contextualização da realização do projeto falando sobre as parcerias e sobre a Agenda 2030 e os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, assunto totalmente desconhecido para elas, porém demonstraram muito interesse e compreensão que essa ação local, está conectada a uma agenda global de conectividade para a construção de uma sociedade saudável e sustentável.

Professoras Marta e Mônica se apresentando para o grupo de participantes

Como estratégia de valorização do coletivo e da história de vida de cada uma das participantes, foi solicitado que formassem duplas com alguém que não conhecessem e se apresentassem contando sobre seu conhecimento das ervas da Amazônia e compartilhando se esse conhecimento proporcionou a cura de alguém. Para revelar essas histórias, uma apresentava a outra e aí tivemos um cenário de suas vidas e relatos de curas com a Andiroba, Cabacinha, Saião, Cebola, Boldo, folhas de Laranjeira, Jambú, Pinhão Branco, casca de Uxi, chá de Chicória, Mastruz, Cidreiras, Canafístula, Alfavaca, Saratudo, Babosa, Pluma, Hortelã, coração da Banana, folha de Melão de São Caetano, nomes populares das ervas medicinais utilizadas nessa região do Brasil.

Alunas se apresentando

Nessa tarde as professoras Mônica e Marta leram a lenda “Como surgiram as doenças”, que traz uma visão de um passado distante, onde todos – plantas, animais e humanos viviam em harmonia com a Natureza e se comunicavam em uma só língua e tinham o poder de se transformar no que quisessem. Com o  tempo porém, os humanos se afastaram da Natureza, e aí os animais enraivecidos criaram as doenças para castigar os humanos, e as plantas em estado de compaixão por alguns humanos de boa índole, inventou a cura, que tem como princípio a reconexão com a Natureza. A partir dessa inspiração Marta iniciou a apresentação das ervas medicinais, e de como utilizá-las de diferentes maneiras: chá, infusão, decocção, maceração alcoólica e oleosa, dentre outras. Demonstrando como se faz a maceração alcoólica de cravo e capim cidreira e de saião com hortelã; que serão utilizadas em nosso próximo encontro.

Ao valorizar as ervas da Amazônia estamos apoiando os 17 ODS, em especial o ODS 15 – VIDA TERRESTRE, que tem como foco proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda de biodiversidade.

 

Ervas medicinais trazidas pelas alunas

Todos os dias dos cursos foi oferecido café da manhã, almoço e lanche no final da tarde. Também foi distribuído caderno, apostila com todas as informações dos 3 dias do 1º encontro, camiseta e sacolas, além de apoio financeiro para locomoção das que moram nas comunidades rurais.

São pequenos detalhes que trazem o CUIDAR à tônica desse projeto, pois muitas mulheres comentaram que se sentiram valorizadas, que o material era “chique”, e que a apostila detalhada com receitas possibilitava que ficassem atentas às explicações, só anotando falas complementares.

Para potencializar a criação dessa rede de mulheres de Careiro conectadas à saúde e à beleza foi criado um grupo no whatsapp, onde compartilhamos todas as apresentações da formação.

No inicio do curso fizemos alguns combinados, dentre eles sobre a separação dos resíduos, ou seja, na Casa do Rio são separados os resíduos secos (papel, plástico, vidro e metal – limpos), que vão para a cooperativa de catadores, e os resíduos úmidos (restos de alimentos) que vão para a compostagem, e os rejeitos = lixo que vão para o aterro e é recolhido pela prefeitura. Para apoiar essa conduta de responsabilidade com os descartes foi distribuído adesivo com explicações desse tema. Muitas delas já tinham essa prática, mas muitas ainda não estavam conectadas a essas ações, e esse conteúdo foi ligado aos 17 ODS – ODS 12 CONSUMO E PRODUÇÃO RESPONSÁVEL.

Outra estratégia de valorização das mulheres e seus saberes foi solicitar que trouxessem mudas de ervas para compor a horta de ervas medicinal e também para compartilhar mudas com as colegas. Então, todos os dias foram chegando muitas ervas, que foram apresentadas compartilhando seus conhecimentos, que serão checadas pelas professoras, buscando seus nomes científicos e se há estudos mais profundos sobre seus princípios ativos e melhor forma de utilizar.

Na manhã do dia 18, a professora Marta continuou a apresentação sobre as ervas, demonstrando como se faz uma compressa de cúrcuma com gengibre para reduzir processos inflamatórios e dores articulares. Muitas participantes têm dores nas mãos e joelhos devido a idade e uso intenso dessas partes do corpo, então 5 voluntárias receberam essas compressas para que possam utilizar essa prática em seus cotidianos. Mesmo com idade avançada algumas destas mulheres seguem com trabalhos bastante pesados, suas mãos eram extremamente fortes e enrijecidas e ficou evidente que nunca recebem nenhum tipo de atenção ou tratamento. Era possível ver em seus rostos a expressão de gratidão por estarem recebendo alguma atenção, mesmo sendo algo tão singelo.

Demonstração de como fazer e utilizar compressas

Após o almoço exibimos um episódio da série “Um pé de que? Andiroba”, que nenhuma delas havia assistido. Essa sessão teve como objetivo valorizar uma das árvores curativas mais importantes da Amazônia. Seu óleo, conhecido como “azeite-de-andiroba”, é extraído das suas sementes e utilizado para a produção de: repelente de insetos, sabonetes e diversos tipos de pomadas e cremes. Possui ação antisséptica, cicatrizante e anti-inflamatória. O fruto é uma cápsula que se abre quando cai no chão, liberando de quatro a seis sementes. Floresce de agosto a outubro na Amazônia e frutifica de janeiro a maio.

Seu nome deriva de ãdi’roba, termo tupi que significa “óleo amargo”, é uma árvore de grande porte, que chega a atingir 30 metros de altura, com casca grossa, tem sabor amargo e desprende-se facilmente em grandes placas, possuindo aplicação na marcenaria, na carpintaria e na medicina popular.

Infelizmente, segundo o vídeo documentário os “homens brancos” ao consumirem os recursos naturais da Amazônia, não ouviram os saberes dos povos das florestas e não valorizaram o uso curativo da Andiroba, sendo entre 1820 a 1880 foi mais utilizado para produção de iluminação, fabricação de vela e sabonetes, mas hoje em dia vem sendo muito utilizado para a indústria de cosméticos e para inseticidas naturais.

Na sequencia a professora Marta ensinou como fazer um unguento – pomada utilizando o óleo da Andiroba com Copaíba, cera de abelha, açafrão da terra e própolis para cicatrização e hidratação da pela ressecada. Esse produto foi armazenado em pequenas embalagens de metal, com etiqueta do projeto, data de fabricação e distribuída a todas as participantes.

Produção e embalando unguento

Nessa mesma tarde professora Mônica fez uma apresentação com 12 Direitos das Mulheres da ONU, as desigualdades institucionalizadas nas religiões e políticas, ressaltando nesse processo histórico de luta iniciada na Europa pelas inglesas Mary Wortley Montagu (1689-1762) e Mary Wollstonecraft (1759-1797) e no Brasil por Nísia Floresta que defendia mais educação e uma posição social mais alta para as mulheres e lançou uma tradução livre da obra pioneira da feminista Mary Wollstonecraft “Direitos das mulheres e injustiça dos homens”, onde ela se utiliza do texto da inglesa e introduz suas próprias reflexões sobre a realidade brasileira. Também falou sobre o ano internacional da Mulher e a década da Mulher, trazendo avanços no Brasil, tais como: em 1827 foi permitido que as mulheres frequentassem as escolas, em 1879 recebem autorização do governo para cursar ensino superior, em 1932 ganham o direito ao voto, em 1985é fundada a 1ª delegacia especializada nos direitos das Mulheres, em 1988 Mulheres ganham direitos iguais aos dos Homens na constituição, em 2006 é sancionada a Lei Maria da Penha.

As participantes relataram que a situação de violência contra as mulheres em suas comunidades é constante, e que o sistema de proteção no município e Estado é fraco, pois os violadores são logo soltos e retornam aos seus lares, são aceitos pelas suas esposas e continuam a cometer essas infrações, não só com as mulheres, mas também muitas vezes abusando das crianças.

Frente a essa realidade também foi apresentado a politica estadual do Amazonas de proteção a Mulher, que tem sua estrutura na Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania – Sejusc, sendo executada pela Secretaria Executiva de Políticas para as Mulheres – SEPM, criada em 2013, e tem por finalidade planejar, coordenar e articular a execução de políticas públicas para as mulheres, e os dispositivos de acesso as politicas de proteção a Mulher no estado tais como: aplicativo Alerta Mulher, idealizado pela Sejusc para que as vítimas sejam georeferenciadas e possam chamar a Polícia Militar caso o agressor esteja perto dela e o Acione socorro pelo 190, no momento da violência, ou denunciar casos através do 181, o Disque-Denúncia da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

Como desafio às mulheres participantes da formação a professora Mônica solicitou que entrassem em contato com a delegada Débora Mafra, titular da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), para verificar quais ações estão acontecendo efetivamente no município de Careiro/AM, além de informar sobre a nossa formação.

Essa temática despertou muito interesse das alunas e foi conectado aos 17 ODS, 5 – IGUALDADE DE GÊNERO, ao abordar a garantia ao acesso à educação de qualidade, profissionalização e emprego digno, em igualdade de condições; ao acesso fácil à informação e aos serviços de apoio e canais de denúncia de violências; à conhecer a efetivação da implementação da Lei Maria da Penha que protege crianças e adolescentes; do princípio da organização de atendimento público especializado para mulheres e vítimas de violência doméstica no SUS e da existência de orçamento adequado às políticas públicas e programas para prevenir e reduzir a violência de gênero e retomar investimentos para canais de denúncia a todas as formas de violência contra a mulher.

Na manhã do 3º dia chovia muito e iniciamos com a demonstração de como fazer água de babosa, que após o seu resfriamento foi misturado pó de açaí para fazer máscaras para o rosto. Todas puderam experimentar e usufruir deste momento destinado ao auto-cuidado e beleza, contribuindo para um clima muito amistoso e divertido.

Alunas experimentando mascara de água de Babosa com Açaí

Quando a chuva parou fomos até a horta e o técnico agrícola da Casa do Rio José Carlos ensinou como montar um canteiro num solo degradado, revolvendo a terra e agregando calcário, terra adubada ou composto, cinzas e cobertura seca, fazendo uma demonstração in loco, contando com a participação de algumas delas, pois a maior parte do canteiro já estava pronto para plantar.

Para agilizar o processo de plantio das ervas, cada uma delas escolheu uma ou mais ervas, pegou a muda e verificou onde plantar observando o mapa da horta. Esse mapa foi elaborado para determinar onde deveria ser plantada cada erva, pois algumas ervas têm que ficar longe de outras para terem um bom desenvolvimento, além de respeitar o tamanho que irão ficar ao crescerem.

E foi assim que aconteceu o mutirão do plantio das 35ervas na horta medicinal trazidas pelas alunas, sendo elas: Açafrão da Terra – Cúrcuma, Alecrim de caboclo, Alfavaca – manjericão de folha larga, Amor Crescido, Aranto – Calanchoé – Mãe de milhares, Babosa, Capeba, Catinga de Mulata, Cidreira capim, Cidreira folha, Cipó Alho, Corama – Saião, Erva de Jabuti, Gengibre – Mangarataia, Ginseng, Guagiru, Jambú, Japana roxa, Hortelã malvarisco, Hortelã, Manjericão, Mil Folhas – Pluma, Mirra, Mucura Caa, Mutuquinha fêmea, Mutuquinha macho, Óleo elétrico – Paquilé, Palmeirinha tinge ovo, Pião Branco, Quebra Pedra, Salva de Marajó, Sara tudo, Urubú-Caá – Mil homens, Vassourinha doce e Vinagreira. Para captar essas imagens a Casa do Rio filmou com um drone a nossa atuação.

Coletivo de mulheres plantando a horta de ervas medicinais na Casa do Rio

 

Alunas da formação Agenda 2030 – Saúde e Saberes das Mulheres de Careiro/AM

À tarde vimos do desenho animado Abuela Grillo que aborda e temática da água, sendo um conto milenar do povo Ayoreo, da Bolívia. Dizem eles que, no principio, havia uma avó, que era um grilo chamado Direjná. Ela era a dona da água e, por onde quer que ela passasse com seu canto de amor, a água brotava. Um dia, os netos pediram que ela fosse embora e ela partiu, triste. Mas, à medida em que ia sumindo, também a água ia embora. Nesse vídeo, a história se atualiza e na sua viagem para lugar nenhum, a avó é encontrada pelos empresários que a aprisionam e a obrigam a fazer a água cair apenas nos seus caminhões-pipa. Então, eles vendem a água. O povo passa necessidade e sofre. Esse desenho animado representa a poderosa luta dos povos originários contra a mercantilização da natureza.

E também foi mostrada outra animação “Como as arvores conversam entre si – uma rede de conexões subterrânea”, sendo baseada em observações e experiências científicas, onde ao analisar o solo em que as árvores vivem, os cientistas descobriram que há uma espécie de rede subterrânea de fungos que conecta as árvores que estão próximas – uma espécie de internet vegetal. Por meio dessa rede, as plantas trocam nutrientes e mensagens de alerta, por exemplo, quando se sentem ameaçadas. Em 1997, Suzanne Simard, da Universidade de British Columbia, mostrou que havia uma transferência de carbono por micélio entre o abeto de Douglas (uma árvore conífera) e uma bétula. Mas, assim como a internet, essa rede também tem seu lado obscuro e, por meio dela, uma planta pode sabotar a outra, por exemplo, roubando nutrientes. Em 2010, Ren Sem Zeng, da Universidade de Guangzhou, observou que algumas plantas trocavam informações para combater espécies invasoras e, em 2013, David Johnson, da Universidade de Aberdeen, na Escócia, detectou comportamento parecido em favas.

Foi a partir dessas animações que trouxemos a discussão sobre a mercantilização da natureza dentro do contexto amazônico, ressaltando a importância da força do coletivo e de sua conexão com a natureza. Sendo mais do que nunca, o respeito às tradições e ao conhecimento dos povos que habitam o território e o utilizam sem degradá-lo, algo fundamental para a construção de uma sociedade sustentável.

E mais uma vez fizemos a conexão desses assuntos com os 17 ODS, realizando o Jogo dos ODS, destacando os ODS 3 – SAUDE E BEM ESTAR, ODS 4 – EDUCAÇÃO DE QUALIDADE, ODS 5 – IGUALDADE DE GENERO, ODS 15 – VIDA TERRESTRE, que foram fixados na parede, e elas em pequenos grupos recebiam pequenos cartazes com frases que tinham que ser conectadas aos ODS, colando-os na parede próximo ao ODS, aprofundando e facilitando o entendimento das metas de cada objetivo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

5 ELEMENTOS INICIA PROJETO COM MULHERES NA AMAZÔNIA EM PARCERIA COM A CASA DO RIO

Valorizar os saberes que a mulheres de Careiro têm sobre as ervas da Amazônia, aprimorando seus conhecimentos e cuidados com a saúde e a beleza delas e das comunidades locais é o objetivo do projeto apoiado pelo Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030, União Europeia e Associação BEM TE VI Diversidade, que ocorrerá de fevereiro a junho de 2020.

A ideia surgiu das demandas de ações comunitárias desenvolvidas pela ONG Casa do Rio no município de Careiro, localizado na Região Metropolitana de Manaus/AM, ao lado do trecho Norte da Rodovia BR-319 que se tornou uma das regiões da Amazônia mais ameaçadas pelo aumento da degradação ambiental, da ocupação desordenada e de graves problemas sociais.

A partir dessa realidade local as equipes da Casa do Rio e do Instituto 5 Elementos uniram seus esforços e propósitos e elaboraram o projeto “Agenda 2030 de Saúde e Saberes das Mulheres de Careiro/AM”, trazendo a expertise de experiências de 28 anos do Instituto 5 Elementos na realização de cursos de formação, com foco na transformação e ampliação da consciência socioambiental, em sintonia com os princípios da educação para a sustentabilidade.

O namoro entre o 5 Elementos e a Casa do Rio começou em março de 2019, quando Mônica Pilz Borba, associada fundadora, realizou uma consultoria junto ao projeto da Escola Itinerante de Agroecologia da Casa do Rio, onde foi construído participativamente o projeto político pedagógico da escola. A partir dessa aproximação foram criados vínculos de confiança e interesse em trabalhar juntos trocando experiências, saberes, metodologias e práticas de ambas as instituições, na busca da construção de uma sociedade sustentável, justa e democrática.

O projeto será realizado por meio de nove dias de encontros com 20 mulheres nos meses de março, abril e maio para troca de saberes sobre as ervas da Amazônia, além de abordar temas como os direitos das mulheres, economia solidária e educação sexual, estando em consonância com quatro Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, sendo eles: ODS 3 – Saúde e bem estar; ODS 4 – Educação de qualidade; ODS 5 – Igualdade de gênero; e ODS 15 – Vida terrestre.

A seleção das 20 mulheres está sendo realizada pela equipe da Casa do Rio em fevereiro, privilegiando mulheres negras, quilombolas e indígenas, distribuídas pelos distritos do município, sendo 33% jovens e 33% mulheres adultas, e 33% idosas, além da criação da logo e diversas ações locais para efetivar os encontros.

Nos encontros todas serão convidadas a levar mudas de ervas e plantas medicinais locais para a troca de conhecimentos resgatando e valorizando o oficio das curandeiras da região amazônica, empoderando-as para aprimorar a diversificação da manufatura artesanal de seus produtos para a saúde, bem-estar e beleza para uso pessoal, familiar e junto à comunidade onde atuam, estimulando a sua comercialização local por meio da economia solidária.

Nessa formação também serão realizadas dinâmicas, rodas de conversas e apresentação de filmes e documentários para abordar seus direitos, princípios da economia solidária e educação sexual, além da montagem de três hortas de ervas medicinais em diferentes comunidades e um laboratório na cozinha da Casa do Rio, para que continuem se encontrando e produzindo sabonetes, pomadas, unguentos, xaropes, óleos de cura, repelentes, enfim, produtos úteis à realidade da comunidade local.

Para divulgar o processo, bem como os resultados dos encontros, serão realizados programas na Rádio Floresta da Casa do Rio com a participação das alunas e das facilitadoras do Instituto 5 Elementos: Mônica Pilz Borba – pedagoga especialista em Educação Ambiental e Marta Schutzer Magalhães – fisioterapeuta especialista em medicina Ayurvedica e Fitoterapia. (mais…)

Um breve balanço e nosso futuro

O ano de 2019 foi um ano significativo para o Instituto 5 Elementos. Nosso fortalecimento institucional e ampliação deu-se graças a existência de um grupo de gestão com a participação do diretor, fundadoras e associados, reunindo expertises e ações. Ressaltando que vivemos um período de retrocesso na área ambiental e dificuldades nacionais que ameaçam a continuidade de atuação de entidades da sociedade civil.

 

Com persistência recuperamos parcerias antigas e tecemos novas, na perspectiva de dar continuidade aos projetos, atividades e participação em grupos de políticas públicas com foco na educação para a sustentabilidade, alinhados aos 17 ODS – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

 

A renovação do nosso site possibilitou maior visibilidade, autonomia para inserir notícias e divulgação no Facebook e mídias sociais.

 

A 3ª edição do Prêmio Desafio 2020 – Escolas Transformando o Mundo , as Oficinas de Educação Ambiental na Virada Sustentável em São Paulo, a doação de mini cisterna na Horta Comunitária de Santo Antônio do Pinhal e a recuperação da cobertura do Centro Comunitário da Ecovila Águas Contentes em MG, foram importantes  atividades que potencializaram  parcerias através da educação com foco na sustentabilidade.

 

Como resultado da nossa gestão integrada, fomos selecionados no edital do GT Agenda 2030 “Agenda 2030 de Saúde e Saberes das Mulheres de Careiro/AM em parceria com a Casa do Rio” e muitas propostas estão em captação e consolidação de parcerias.

 

Fazendo um balanço o 5 Elementos – Instituto de Educação para a Sustentabilidade está estruturado para participar de novas oportunidades no presente e futuro, alicerçado em seu passado de experiências exitosas e premiadas. Que nessa nova década possamos colher mais frutos dos esforços desse coletivo que completa 27 anos de existência em 2020.

 

 Através deste link o Relatorio_Institucional_2019 pode ser consultado.

Encontro reuniu educadores ambientais da Repea

Dias 22 e 23 de novembro em Bertioga-SP, ocorreu  reunião de trabalho com elos da Rede Paulista de Educação Ambiental-REPEA para organização do IV Encontro Estatual de Educação Ambiental.

 

A Rede Paulista de Educação Ambiental – REPEA é uma articulação entre educadores ambientais e instituições com a finalidade de socializar informações, experiências e ações voltadas à Educação Ambiental promovendo sua qualificação e fortalecimento no Estado.  O Instituto 5 Elementos é fundador da REPEA e elo facilitador.

 

Um dos objetivos da REPEA é  promover os encontros Estaduais de Educação Ambiental.  Em 1999 ocorreu o I Encontro Estadual de Educação Ambiental, em Santo André,  o II EEEA & I EPCEAs  foi em  Rio Claro, 2003 e o III Encontro Estadual de Educação Ambiental em São José do Rio Preto, em 2007.

 

Patricia Otero esteve na reunião de planejamento do IV EEEA e relata que  “a partir da regulamentação da Política Estadual de Educação Ambiental ano passado e a constituição da CIEA-SP  foram retomadas ações de revitalização da Rede Paulista e constituída uma comissão organizadora para o encontro”.

 

O IV EEEA-SP  será em julho de 2020 na  Universidade Municipal de São Caetano Sul, em breve a comissão organizadora  iniciará a divulgação das informações.

 

A REPEA tem uma lista de discussão, facebook e whatsapp. Todos podem participar e  ficar por dentro da EA no Estado.

                               

 

 

Lançamento da Série Consciência

Dia 21 de novembro será a pré estreia exclusiva da série Consciência³. Será exibido o Episódio “Consciência de Gaia”, com a presença do diretor Renato Barbieri e os convidados Lia Diskin, Luiz Marques e Edgard Gouveia. Para garantir sua presença na pré-estreia, precisa de confirmação no link https://forms.gle/oV9MNeom9th8QV1y9.

 

A  série Consciência³  pode ser acomanhada no Facebook e Instagram @gayafilmes.
Para conferir os outros episódios, a série Consciência³ estreia dia 28/11 no Canal CURTA!, às 23h.

 

Serviço:

21/11/2019 às 20h na Sala Crisantempo – Rua Fidalga, 521, Vila Madalena.

Reunião de Conselho do Instituto 5 Elementos

No dia 11 de novembro em São Paulo capital foi realizada reunião de Conselheiros/as e Associados/as do  5 Elementos.

Na reunião foram apresentadas as ações do Instituto, status dos projetos que estão em fase de captação de recursos e  alteração estatutária conforme MROSC – Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil – Lei 13.019/2014 – Decreto 8726/2016.

 

 

Instituto 5 Elementos passa a integrar o GT Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável

As Nações Unidas definiram os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável-ODS como parte de uma nova agenda de desenvolvimento sustentável . Essa agenda, lançada em  2015 durante a Cúpula de Desenvolvimento Sustentável, foi discutida na Assembleia Geral da ONU, onde os Estados-membros e a sociedade civil negociaram suas contribuições e o Brasil participou ativamente.

 

A Agenda 2030 é um plano de ação com enfase nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável-ODS para as pessoas, para o planeta e para a prosperidade. Também busca fortalecer a paz universal com mais liberdade e reconhece que a erradicação da pobreza em todas as suas formas e dimensões, incluindo a pobreza extrema, é o maior desafio global e um requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável.

 

Desde sua fundação o Instituto 5 Elementos vem promovendo a educação para sustentabilidade e Patricia Otero comenta “entendemos que os ODS  é a convergência necessária de diversas recomendações do Tratado de Educação Ambiental para sociedades sustentáveis, Agenda 21  e  Objetivos do Milênio. Especialmente desde 2017 realizamos o Prêmio 2030- Escolas transformando o mundo por tendo os ODS como referência de projetos nas escolas“.

 

Com muito entusiasmo, em outubro o Instituto 5 Elementos  passou  a integrar o  Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para Agenda 2030, a  intenção é  de contribuir, por meio de projetos e  iniciativas com a  implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no Brasil.

 

O Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030-GTSC A2030, foi formalizado em 2014 e é resultado do encontro entre organizações não governamentais, movimentos sociais, fóruns e fundações brasileiras durante o seguimento das negociações da Agenda pós-2015. Atua na difusão, promoção e monitoramento da Agenda 2030 e é composto por mais de 40 organizações de diferentes setores que, juntas, cobrem todas as áreas dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030. Dentre muitas atividades  elaborou o Relatório Luz que monitora anualmente a implementação dos 17 ODSs no Brasil e propõe recomendações para avançarmos no atingimento das metas. O GTSC A2030 é facilitado pela Gestos – Soropositividade, Comunicação e Gênero, pelo Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS) e pela ACT Promoção da Saúde.

 

“O Instituto 5 Elementos, com 26 anos de existência compreende a importância da força da Sociedade Civil para implantação e enraizamento dos 17 ODS no Brasil, e aqui estamos nós, na contínua resistência em construir uma sociedade justa e sustentável para todos os seres vivos que habitam a Terra” ressalta Monica Borba.

 

 

 

Instituto 5 Elementos participa de reunião da CIEA-SP

Dia 10 de outubro foi realizada reunião da Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental-CIEA-SP na Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo.  De acordo com Patricia Otero “a CIEA é um dos instrumentos da Política Estadual de Educação Ambiental do estado, um espaço para o de diálogo com governo e sociedade civil para orientar e acompanhar as  políticas públicas em Educação Ambiental”. No encontro foram discutidos os  indicadores de monitoramento e avaliação de políticas públicas em educação ambiental criado pela ANPPEA, regimento interno e planejamento das próximas reunião.  O Instituto 5 Elementos  foi  representado por Patricia Otero-Coordenadora de Projetos. 

Água: os custos econômicos e sociais do desperdício

*Dal Marcondes

Quando a colônia brasileira começou a ser ocupada em 1500, e os europeus começaram a fundar cidades, pequenas fontes de água bastavam para abastecer uns poucos cidadãos e animais. Ficar perto de grandes rios não era parte dos planos de José de Anchieta e Manoel da Nóbrega. O Colégio dos Jesuítas fincou pé num outeiro, lugar apropriado para se defender dos possíveis ataques de índios, mas com muita pouca água. Contudo, dessa vila nasceu São Paulo, metrópole de quase 20 milhões de habitantes que precisam de cerca de 80 litros de água tratada por pessoa, ao dia, para suas necessidades domésticas. Um volume que já não consegue mais ser atendido pelos mananciais próximos, que, pelos critérios da ONU, têm sete vezes menos a capacidade necessária à população que atendem. É preciso ir buscar o líquido cada vez mais longe e tratar águas cada vez mais poluídas, a fim de torná-las próprias para o consumo.

 

Um levantamento recém-divulgado pela Agência Nacional de Água (ANA) aponta que o problema do abastecimento é generalizado pelo País. Dos 5.565 municípios brasileiros, mais da metade terão problemas de abastecimento até 2015. E para tentar adiar o problema por ao menos uma década será preciso desembolsar 22 bilhões de reais em obras de infraestrutura, construção de sistemas de distribuição, novas estações de tratamento e manutenção de redes muito antigas, que perdem mais de 30% da água tratada antes de chegar à casa dos clientes. E nesse valor não estão incluídos os recursos necessários para resolver o problema do saneamento básico, com a construção de sistemas de coleta de esgoto e estações de tratamento, de forma a proteger os mananciais onde se faz a captação para consumo humano. Para isso, segundo a ANA, serão necessários outros 47,8 bilhões de reais.

 

Os investimentos não são necessários apenas porque 13% dos brasileiros não têm um banheiro em casa, ou porque mais de 700 mil pessoas entopem os serviços de saúde a cada ano em virtude de doenças provocadas pelo contato com água contaminada por esgotos, ou ainda porque sete crianças morrem por dia vítimas de diarreia, engrossando a estatística de mortes por problemas gastrointestinais (em 2009, elas somaram 2.101 casos). Acredita-se que mais da metade poderiam ter retornado com saúde para suas famílias, ou mesmo nem ter ficado doentes, caso o Brasil estivesse entre as nações que oferecem saneamento básico universal à população.

 

Para tornar a situação ainda mais dramática, um pesquisador da Universidade do México, Christopher Eppig, concluiu: crianças que enfrentam doenças, principalmente ligadas a diarreia e desidratação, podem ser afetadas em seu desenvolvimento intelectual. Segundo ele, a explicação é simples. Alguns parasitas alimentam-se de partes do corpo humano e a reposição desse dano tem alto custo energético. “Em um recém-nascido, 87% das calorias absorvidas na alimentação vão para o cérebro, porcentagem que cai para 23% na fase adulta. Daí a preocupação em se saber se doenças que “roubam” energia das crianças podem afetar seu desenvolvimento intelectual.”

 

Especialistas apontam que a questão da água, ao menos no caso brasileiro, está mais ligada a problemas relacionados à gestão do que à escassez propriamente dita. Com 12% da água doce superficial do planeta, grande parte dela na Bacia Amazônica, o País deveria estar tranquilo em relação ao futuro do abastecimento. Mas a distribuição da água pelo território é desigual, principalmente quando comparada à concentração da população. A Região Norte tem 68% da água e apenas 7% da população. O Nordeste e o Sudeste concentram 72% dos habitantes e menos de 10% da água. O cientista José Galizia Tundisi, autor do livro “Água no Século XXI” e especialista nas dinâmicas de rios, lagos e outros mananciais, acredita que uma das primeiras providências a serem tomadas para melhorar a gestão dos recursos hídricos é “realizar a avaliação econômica dos serviços prestados pelos recursos dos ecossistemas aquáticos”. Para ele, instituir um valor para esses serviços é a base para uma governança adequada, essencial para o controle de clima, o abastecimento e a produção de energia e alimentos, entre outras atividades humanas.

 

Muitas empresas compreenderam o desafio e estão adiantadas na gestão dos usos de água em seus processos produtivos. A indústria de celulose, por exemplo, reduziu em quase 50% suas necessidades de água por tonelada de produto desde a década de 1970. Segundo a associação do setor, a média era de 100 metros cúbicos de água por tonelada de celulose e caiu para apenas 47 metros cúbicos atualmente. Outros setores seguiram a mesma linha, não apenas ao reduzir a quantidade de água necessária por unidade de produto, mas ao implantar sistemas de tratamento de águas industriais que permitem fechar o ciclo entre o uso e o reúso, como é o caso da germânica Basf em suas unidades do ABC Paulista e Guaratinguetá. Nos últimos dez anos, a companhia conseguiu reduzir em 78% o consumo de água por tonelada produzida e em 62% a geração de efluentes de seus processos industriais. São exemplos que poderiam ser difundidos por diferentes setores, pois a água é um insumo fundamental à agricultura e à indústria. Sua gestão não tem relação apenas com o bem-estar da população, mas com a saúde da economia.

 

Quase tudo que é produzido no País tem sua cota de água embutida. Os especialistas denominam de “água virtual”. Como exemplo, para se produzir 1 quilo de arroz são necessários 3 mil litros de água, e 1 quilo de carne bovina precisa de 15,5 mil litros. Uma simples xícara de café não gasta menos do que 140 litros de água. Não é que essa água desapareça depois de servido o cafezinho, mas para se chegar aos produtos tão necessários nas mesas das pessoas é preciso que ela esteja não apenas disponível, mas limpa, isenta de contaminações por esgotos ou produtos químicos. E há mais. Para um automóvel chegar à garagem dos brasileiros, o consumo de recursos hídricos chega a 150 mil litros. Ou seja, a economia precisa, e muito, de água de boa qualidade. Isso sem mencionar o fato de que 18% das faltas de trabalhadores ao serviço poderiam ser evitadas com uma gestão mais eficaz dos recursos hídricos.

 

O estudo lançado pela ANA é um primeiro passo para um importante debate sobre como o estresse hídrico dos mananciais afeta o abastecimento das principais regiões metropolitanas e piora a situação da água em todos os municípios brasileiros. Para ela, é necessário encarar o fato de que a segurança no abastecimento de água é estratégica e que o recurso é escasso. “Precisamos investir na infraestrutura, mas também mudar a forma de usar esse recurso e coibir os desperdícios”, disse na terça-feira 22, escolhido para ser o Dia Mundial da Água. Segundo a ministra, os investimentos necessários para minimizar os problemas com água, estimados pela ANA em 22 bilhões de reais, já estão sendo feitos em diversas esferas de governo, nas obras do PAC, do governo federal, e por estados e municípios. Ela lembra, porém, que existem fatores que dependem de mudanças de comportamento da sociedade.

 

A questão da gestão dos recursos hídricos passou por uma grande transformação no Brasil no fim do século passado, quando as empresas estaduais de água e saneamento perderam o monopólio do mercado. Muitas foram municipalizadas e outras privatizadas, além de terem continuado a existir companhias estaduais, como o caso da Sabesp, em São Paulo, uma referência para o setor. A Sabesp é a única empresa de saneamento a fazer parte do Índice Dow Jones Sustainability, e do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&F-Bovespa, a Bolsa de Valores de São Paulo. Mas o período de mudanças no País não foi tranquilo nem a gestão privada se mostrou um bom negócio em todos os casos. A cidade de Manaus, por exemplo, foi a primeira capital a privatizar os serviços. O abastecimento não deveria, aliás, ser problema para um município que tem quase 10% da água doce do planeta a escorrer à sua porta pelos rios Negro, Solimões e Amazonas. Mas não é bem assim. Em 2000, a gestão foi transferida para a francesa Suez, a mesma que, por sua administração desastrada, quase provocou um golpe de Estado na Bolívia.

 

Para os franceses, parecia fácil. Havia muita água disponível e uma população de quase 2 milhões de habitantes que deveria pagar por ela. Tradicionalmente, o serviço público de água da cidade era muito ruim, portanto, “bastaria oferecer um bom serviço” para a conta fechar. Ledo engano. Como o serviço público nunca funcionou, a elite urbana da cidade nunca dependeu dele. A maior parte das casas e condomínios abastados tem seu abastecimento garantido por poços artesianos, um serviço que, depois de implementado, é de graça, sem conta mensal. A empresa francesa ficou apenas com a gestão do consumo da população pobre e com a obrigação de recolher o esgoto da cidade, pelo qual também não se pagava, uma vez que a taxa de esgoto está embutida na conta de água. Em 2007, a Suez saiu da sociedade com o grupo brasileiro Solvi e a Águas do Amazonas continua privatizada, mas agora sob a gestão de um grupo nacional que teve de renegociar as condições do contrato de concessão com a prefeitura.

 

O esgoto não tratado tem impacto sobre outro setor estratégico da economia, o turismo. Principalmente no Nordeste, a presença de “línguas negras” a cruzar praias que deveriam ser refúgios ambientais assusta os operadores turísticos e preocupa o setor hoteleiro. Mas mesmo regiões do “Sul Maravilha”, como Santa Catarina, muito buscada por turistas sul-americanos, padece da falta de infraestrutura. Florianópolis tem apenas 67% de acesso à rede de esgotos, enquanto o badalado município de Canavieiras tem pouco mais de 40% do esgoto coletado. As duas cidades têm as melhores redes estaduais. A quinta colocada não chega a tratar 3% dos dejetos.

 

Um dos indicadores fundamentais de desenvolvimento é o acesso à água de boa qualidade e a coleta e tratamento universal de esgotos, setores em que o País ainda tem muito a caminhar. Dados de 2007 do IBGE mostravam que 90% dos domicílios têm acesso a redes de água tratada. Na área rural, o número não passa de 50%, enquanto no caso da coleta e tratamento de esgotos os dados são completamente díspares. Vão de 40% a 77% de esgotos coletados. Mas apenas 36% passam efetivamente por uma estação de tratamento antes de serem devolvidos aos cursos d”água.

 

*Dal Marcondes é membro do Conselho Consultivo do Instituto 5 Elementos-Educação para Sustentabilidade.  Jornalista, diretor da Envolverde, recebeu por duas vezes o Prêmio Ethos de Jornalismo e é reconhecido como um “Jornalista Amigo da Infância” pela agência ANDI.

*Colaborou Naná Prado

Primavera Ruidosa

*Alan Dubner

A semana de 20 a 27 de setembro de 2019 foi e será inesquecível!

 

A Cúpula do Clima e Assembleia Geral da ONU junto com a Greve pelo Clima pautaram a semana da Primavera no Brasil e no mundo.

Ela começou, ruidosamente, na sexta-feira 20 de setembro onde mais de 4 milhões de pessoas em 163 países criaram cerca de 2500 eventos de manifestações de rua. O Brasil que praticamente não apareceu nas greves anteriores (março e maio), estava agora mais consciente do movimento. Mesmo assim, na Av. Paulista em São Paulo, oportunistas de plantão faziam discursos de politicagem de palanque… sem qualquer noção do que era esse movimento pela Emergência Climática. Fora do tempo e do espaço!

 

O movimento é um levante das crianças pela sua própria sobrevivência. A vida reage quando se vê ameaçada das maneiras mais inusitadas para conseguir sobreviver. Está sendo necessário que as crianças liderem esse movimento de tirar a humanidade desse torpor que está nos levando invariavelmente ao fim dessa civilização. Greta Thunberg, que a Vida escolheu para iniciar essa ação, pede para que os cientistas sejam ouvidos. Greta, não por acaso, estava em Nova York na principal semana pelo Clima Mundial levando e elevando sua voz para o mundo todo. São milhares de crianças e jovens que estão liderando em suas comunidades um apelo para que se tome ações já. Denegrir a Greta é denegrir a si mesmo e explicitar que quem o  faz é minoria no poder ou  um “idiota inútil” como diz a Eliane Brum, num contundente artigo sobre a situação.

 

Uma das ações mais relevantes, quase inacreditável, em direção à Emergência Climática foi a união entre veículos de mídia para cobrirem e divulgarem a questão Climática, “Covering Climate Now”. São mais de 300 veículos unidos para essa empreitada. Alcançando em torno de 1 bilhão de pessoas.

 

Enquanto Nova York entrava no Outono e o Brasil na Primavera a Cúpula do Clima foi aberta pela jovem brasileira Paloma Costa Oliveira do Engajamundo e do ISA ao lado de Greta Thunberg. Vale a pena ouvir os dois discursos e não apenas os comentários sobre eles.

 

No dia 24 na Assembleia Geral da ONU nosso presidente fez um discurso histórico onde deixou claro para todos os países a situação em que se encontra o Brasil hoje, e de que não era exagero o que muitos vinham denunciando sobre o atual governo. Além disso conseguiu que o discurso do Presidente dos EUA, que foi em seguida, parecesse razoável.  Entre as “absurdidades” e negações da realidade que foram muitas, a questão indígena foi talvez a mais vergonhosa. Entre ofensas e denegrindo os povos e lideranças indígenas, chegou a ler uma carta que obviamente foi checada pela mídia  e constatou-se sua insignificância.

 

A única coisa “boa” para a Emergência Climática no Brasil é a constatação mundial de que estamos destruindo nossa biodiversidade e incentivando a violência aos povos indígenas e defensores do meio ambiente. Provavelmente a reação contra essa postura virá do próprio agronegócio que terá, a continuar assim, seu negócio dizimado em pouco tempo.

 

Para não dizer que não falei das flores, Nova York foi palco de centenas de painéis maravilhosos que buscam soluções locais com apoio global. Sociedade Civil, Institutos, Universidades, Economia Verde, Juventude, Tecnologia e Direitos Humanos pautaram a semana. Por exemplo, foi maravilhoso ver dois ícones da sustentabilidade mundial juntos num desses painéis: Muhammad Yunus e Marina Silva!

 

Apesar dos pesares a Primavera já não é mais silenciosa, ela está fazendo barulho…  e cada vez mais! Do movimento das crianças (Fridays for Future), da forte união da mídia para cobrir a questão climática, da grave situação de governo explicitada pelo presidente e pelo anti-ministro do meio ambiente e das forças que convergem para um mundo melhor a semana de 20 a 27 de setembro de 2019 é um marco que fará parte da história da Emergência Climática.

 

*Alan Dubner é Diretor do Instituto 5 Elementos – Educação para Sustentabilidade e  consultor nas áreas de  Sistemas de Aprendizagem,  Comunicação Interativa, Educação para Sustentabilidade, Pesquisas Digitais e Customer Experience.

Doação Mini Cisterna Ecopedagógica

*Eduardo Tatit Vitale

 

O Instituto 5 Elementos fez a doação de uma Mini Cisterna Ecopedagógica para a Horta Comunitária de Santo Antônio do Pinhal. A entrega foi realizada durante uma oficina na 2ª edição da Festa Literária Internacional da Mantiqueira – FLIMA 2019, um evento anual que celebra a Educação para a Sustentabilidade contando com a FLIMAmbiental – um eixo temático repleto de atividades que congraça literatura e educação ambiental.

Horta Comunitária Pedagógica em Santo Antônio do Pinhal

Entre 2015 e 2016 o projeto foi elaborado e implementado com ajuda de muitos voluntários e desde então promove eventos com diversas atividades de educação ambiental para munícipes e turistas. Marta Lima é a idealizadora do projeto, curadora da FLIMAmbiental, e também responsável pela coordenação pedagógica e do trabalho voluntário que viabiliza a manutenção da horta.

 

Marta Lima destaca: “O primeiro desenho permacultural considerou a importância da captação de água a partir de um sistema de cisternas para regar a própria horta e uso excedente para lavagem do pátio, das ferramentas e etc.”

 

O Instituto 5 Elementos e a Mini Cisterna Ecopedagógica

A sensibilização a favor da economia de água é fundamental na Educação para a Sustentabilidade. A cisterna se tornou uma tendência de tecnologia ecológica com a crise hídrica, com ela é possível coletar água da chuva para diversos tipos de uso. Existem muitos modelos com fácil instalação, opção segura contra mosquito da dengue e são cada vez mais importantes em épocas de estiagem.

 

A mini cisterna ecopedagógica facilita a aproximação do público  para sensibilização a respeito do problema da escassez da água que, segundo o relatório da ONU, afetará dois terços da população mundial em 2050. Temos muitas formas de contribuir para amenizar esta situação: banhos mais curtos, manter a torneira fechada, cuidado com os vazamentos, modelos de descargas econômicas, limpar antes de lavar, evitar mangueiras, reaproveitar e apostar em sistemas de reutilização.

 

Reconhecemos a Horta Comunitária Pedagógica de Santo Antônio do Pinhal como um potencial centro de difusão da Educação para a Sustentabilidade e acreditamos que esta mini cisterna encontrou um lugar ideal para cumprir sua missão.
Marta Lima e comunidade de voluntários da horta, parabéns por seu exemplo de cooperação cidadã na construção desta nobre iniciativa que fortalece o campo da aprendizagem social e da cultura da paz em direção aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

 

Marta Lima – Coordenação Pedagógica da Horta Comunitária e
Eduardo Vitale – Membro da Equipe do Instituto 5 Elementos
Foto: Luciana Giraldo

 

Para conhecer mais sobre a Mini Cisterna Ecopedagógica  assista este vídeo com Edison Urbano.

 

*Eduardo Tatit Vitale é Agente de Paz e associado do Instituto 5 Elementos.

Jogos do Instituto 5 Elementos foram atração na Virada Sustentável SP

O Instituto 5 Elementos realizou um dia inteiro de atividades em 24 de agosto, durante a Virada Sustentável – Fala Sampa, que promoveu em quatro dias mais de 600 atrações espalhadas pela cidade.

 

No espaço da Unibes Cultural, o  Instituto 5 Elementos promoveu três atividades gratuitas. A primeira foi o Bingo dos Reinos Mineral, Vegetal e Animal muitos assuntos surgiram entre os participantes como a biodiversidade da floresta, detalhes sobre alguns animais da fauna e tantas belezas Brasileiras.

 

 

Uma das grandes atrações foi o Jogo das Bacias Hidrográficas com tabuleiro gigante, os jogadores foram convidados a  lançar um dado gigante e percorrer cada uma das 22 Bacias Hidrográficas do Estado de São Paulo.  Este jogo promove momentos de reflexão, percepção e resolução de desafios sobre as águas paulistas.  “Uma maneira divertida de falar sobre conservação da água, conhecer um pouco sobre nossas bacias e os desafios socioambientais que afetam a todos nós como a poluição do  Rio  Tietê” comenta Patricia Otero facilitadora da atividade.

Para fechar o dia, foi realizado o Jogo dos Bichos que possibilita  vivenciar  que bicho é cada um, suas características,  modo de viver e ameaças. É importante destacar que a discussão sobre a importância da educação para sustentabilidade, conservação da floresta e as queimadas que ocorrem em vários estados e que afetaram inclusive São Paulo, com a chuva tóxica dias antes da Virada Sustentável, foram temas das discussões e reflexões entre os participantes durante todo o dia.

 

Estes jogos são uma metodologia utilizada pelo do Instituto 5 Elementos há 26 anos,  levada a vários lugares, desde parques, escolas até empresas, para que participantes possam  aprender, vivenciar e discutir assuntos relacionados à educação para a sustentabilidade de uma maneira criativa.

 

 

 

 

Confira os vencedores da terceira edição do Prêmio Desafio 2030

Educação para sustentabilidade, consumo consciente e igualdade de gênero são alguns dos temas tratados pelas escolas ganhadoras

 

Seis projetos de escolas do Ensino Básico da Grande São Paulo venceram a terceira edição do “Prêmio Desafio 2030 – Escolas transformando nosso mundo”, que reconhece iniciativas ligadas aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Além do reconhecimento público pela sua contribuição junto aos ODS, em cerimônia realizada no dia 22/8, na Unibes Cultural (SP), as escolas receberam um certificado e um troféu e terão seus projetos contemplados em um e-book.

 

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são uma agenda que precisa ser promovida em sua amplitude e de maneira concreta, envolvendo a colaboração entre: governos, iniciativa privada, sociedade civil até o ano de 2030. Esse prêmio acredita que a EDUCAÇÃO tem um papel fundamental para acelerar esse processo, pois a escola envolve a comunidade e essas ações que estão nascendo no presente devem crescer e frutificar em nosso FUTURO COMUM, construindo de forma participativa uma sociedade pautada na cultura da sustentabilidade, alinhada à justiça social, ambiental e econômica.  E por acreditar no potencial transformador de uma EDUCAÇÃO DE QUALIDADE, os realizadores e apoiadores do prêmio se dedicaram a sua realização.

 

A partir de propostas inovadoras, suas iniciativas levam para a sala de aula os temas água, consumo consciente, educação para sustentabilidade, igualdade de gênero, cultura alimentar e consciência ambiental.

 

Em alguns casos, também para fora dela: “Nossos alunos conversaram e se organizaram com a comunidade, foi um movimento muito importante”, explica Tatiana Di Beo, diretora do C.E.I. Jardim Três Marias (São Paulo), cujo projeto propôs ações relativas ao reuso da água da chuva no entorno da escola. “Este é um reconhecimento de que nossa escola está fazendo um trabalho bacana com alunos, funcionários e comunidade. Isso é o mais gratificante”, completa a professora Camila Laureana Parente, à frente do projeto “É meu, é seu, é de todos nós”, da E.M. Sagrado Coração de Jesus (Diadema), que trabalha a compreensão de que todos podem ser agentes transformadores.

 

Muitos dos projetos apareceram a partir de iniciativas dos próprios alunos, que demonstraram interesse em se aprofundar em determinados assuntos. É o caso do “Coletivo Feminista Estudantil”, da E.M.E.F. Sebastião Francisco (SP). “Estamos há dois anos trabalhando conceitos necessários aos alunos, mas que geram resistência, como feminismo e igualdade de gênero. Ganhar esse prêmio é ter a certeza de que, apesar das dificuldades, nós estamos no caminho certo”, afirma a professora Débora Camasmie.

 

Nesses três anos de vida do Prêmio já tivemos 210 projetos inscritos, sendo 51% de escolas públicas e 49% de escolas particulares envolvendo cerca de 102.300 alunos.  Mas isso é só o começo, pois temos mais 11 anos, de 2020 a 2030 para envolver milhões de brasileiros na agenda dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

 

Dos 17 ODS, já podemos observar que as escolas inscritas vêm preferencialmente escolhendo os ODS:

 

3. Saúde e Bem-Estar,
4. Educação de Qualidade,
12. Consumo e Produção Sustentável,
2. Fome Zero e Agricultura Sustentável e
15. Vida terrestre.

 

Neste ano, o Prêmio teve 87 projetos inscritos, um número 10% maior que o da edição anterior. As iniciativas envolvem 62 escolas e 43.100 alunos das redes pública e particular da Grande São Paulo.

 

Confira abaixo todas as escolas e projetos vencedores:

 

Educação Infantil

Escola: C.E.I. Jardim Três Marias; São Paulo

Projeto Soma tua gotinha: Amplia o contato dos estudantes com questões da proteção do meio ambiente e o entorno da escola, uma vez que o projeto conta com o engajamento e a atuação da comunidade para a revitalização da área, implementação de espaços verdes, captação e reúso da água da chuva e utilização de energia solar.

 

Ensino Fundamental I

Escola: E.M. Sagrado Coração de Jesus, Diadema

Projeto É meu, é seu, é de todos nós: Trabalha a compreensão de que todos — alunos, funcionários, familiares e comunidade — podem ser agentes transformadores, assim como são responsáveis pelo bairro em que estão inseridos. Uma das ações sugeridas pelos alunos foi a conscientização da importância de separar os resíduos recicláveis. Além de parcerias com cooperativas de reciclagem, eles criaram cartazes e promoveram discussões sobre o tema.

 

Ensino Fundamental II

Escola: E.M.E.F. Sebastião Francisco, São Paulo

Projeto Coletivo Feminista Estudantil: Discute as relações de gênero na escola a partir dos relatos e experiências dos alunos e tendo como base as teorias do movimento feminista. Com encontros semanais, pretende ser um espaço de acolhimento e compartilhamento e, a partir de leituras, filmes e visitas a espaços associados ao tema, ajuda a compreender valores de igualdade de gênero e respeito entre todos.

 

Ensino Médio

Escola: See-Saw Panamby Bilingual School, São Paulo

Projeto Sustentabilidade: agir ou assumir consequências?: Pretende buscar reflexões sobre o tema sustentabilidade e desenvolver soluções em busca de um estilo de vida mais saudável. Para tanto, os alunos desenvolveram um protótipo de aplicativo que incentiva a criação de uma rede de carona entre os pais; sessões de meditação para estimular o cuidado mental dentro da escola; e um espaço interativo para a promoção da paz e do entendimento entre todos.

 

Educação de Jovens e Adultos

Escola: C.I.E.J.A. Professora Marlúcia Gonçalves de Abreu, São Paulo

Projeto Da escola para o prato “Horta Suspensa”: Trabalha a cultura alimentar e nutricional a partir da construção de uma horta suspensa (feita pelos alunos). Temas como cultivo, aproveitamento e consumo integral dos alimentos — com troca de receitas entre eles –, PANCs, utilização de composteiras e uso de resíduos recicláveis para confecção de vasos são discutidos ao longo do projeto.

 

Ensino Técnico

Escola: E.T.E.C. de Heliópolis, São Paulo

Projeto Horta Natural e Pedagógica IMIRA CI: Nasceu da própria necessidade dos alunos do Ensino Técnico em Nutrição e Dietética de terem acesso a alimentos e ervas para a utilização nas aulas práticas. O projeto ganhou forma e também o objetivo de estimular a educação alimentar e o cuidado com o meio ambiente às crianças frequentadoras das CEIs do CEU.

 

A terceira edição do “Prêmio Desafio 2030 – Escolas transformando nosso mundo” é uma realização  do Instituto 5 Elementos, Instituto Akatu,  Reconectta e da Virada Sustentável.

Contou ainda com o apoio da Ação Educativa, do Cenpec, da Comissão Estadual de São Paulo para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da Eccaplan, da Fundação Tide Setúbal, da Rede Nossa São Paulo e da SOS Mata Atlântica.

 

Fotos na entrega da terceira edição do Prêmio Desafio 2030

 

Noite de entrega com o MC João Singnorelli

 

Apresentação dos Jurados

 

 

 

Finalistas

 

 

Ganhadores

      

 

 

 

Equipe Instituto 5 Elementos

 

 

 

 

 

 

 

Entrega do Prêmio Desafio 2030 será nesta 5a feira

Está chegando o momento de conhecer os vencedores da 3ª edição do Prêmio Desafio 2030 – Escolas transformando nosso mundo.

 

No próximo 22 de agosto, em uma cerimônia aberta ao público realizada na UNIBES Cultural, em São Paulo, serão anunciados os seis projetos vencedores da premiação – um de cada categoria: Educação Infantil, Ensino Fundamental I, Ensino Fundamental II, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos e Ensino Técnico. O evento começa às 19h e faz parte da Virada Sustentável 2019.

 

Além do reconhecimento público pela sua contribuição junto ao tema dos 17 ODS, as escolas premiadas vão receber um certificado e um troféu e terão seus projetos contemplados em um e-book.

 

Esta edição do Desafio 2030 teve, no total, 87 projetos inscritos, envolvendo 62 escolas das redes pública e particular da Grande São Paulo e 43.100 alunos.

 

Dezoito deles, sendo três de cada categoria, foram selecionados como finalistas. Eles abordam temas tão diversos quanto descarte de resíduos e logística reversa, permacultura, nutrição e alimentação saudável e igualdade de gênero.

 

O Prêmio Desafio 2030 reconhece trabalhos desenvolvidos em instituições de Ensino Básico por meio de projetos transformadores ligados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que integram a Agenda 2030, formada por um conjunto de programas, ações e diretrizes que orientarão os trabalhos das Nações Unidas e de seus países membros rumo ao desenvolvimento sustentável.

 

A iniciativa é uma realização do Instituto 5 Elementos, do Edukatu, , da Reconectta e da Virada Sustentável, com o apoio da Ação Educativa, do Cenpec, da Comissão Estadual de São Paulo para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da Eccaplan, da Fundação Tide Setúbal, da Rede Nossa São Paulo e da SOS Mata Atlântica.

 

Cerimônia de Premiação – Prêmio Desafio 2030
Data: Quinta-feira, 22 de agosto de 2019
Horário: 19h
Local: UNIBES Cultural
Endereço: R. Oscar Freire, 2500, Sumaré, São Paulo
Entrada Gratuita (sujeito à lotação)

 

Confira a programação completa da Vira Sustentável – São Paulo: www.viradasustentavel.org.br

 

Conheça os projetos finalistas:

www.desafio2030.com

Você sabe o que é o Earth Overshoot Day – Dia da Sobrecarga da Terra?

Você sabe o que é o Earth Overshoot Day – Dia da Sobrecarga da Terra?

*Mônica Pilz Borba

 

O dia de Sobrecarga da Terra é a data em que a população mundial terá utilizado o “orçamento ambiental” que o planeta Terra produziu para todo o ano.Em 2019, o Dia de Sobrecarga da Terra (“Earth Overshoot Day”) ocorreu em 29 de julho. Isso significa que em apenas sete meses consumimos tudo o que o Planeta consegue repor em um ano, seis dias antes em relação a 2018.

 

O cálculo do gasto de recursos ambientais pelos seres humanos é feito, ano a ano, pela organização internacional Global Footprint Network, que estima tempo e prazo para que a Natureza consiga repor tudo o que foi gasto. Em 2019, a data foi a mais precoce desde que o mundo estourou seu orçamento ambiental pela primeira vez no início da década de 1970, ou seja, no momento, a humanidade está esgotando a Natureza 1,75 vez mais rápido do que os ecossistemas conseguem se regenerar.

 

Para se ter ideia, em 1977 o Dia de Sobrecarga da Terra foi em 17 de novembro, ou seja, em apenas 40 anos superamos o uso dos recursos disponíveis para o ano em quase três meses. Os custos desse excesso global de gastos ecológicos estão se tornando cada vez mais evidentes em todo o mundo, em razão, por exemplo, dos desmatamentos, das secas, da escassez de água potável, da erosão do solo, da perda de biodiversidade e do acúmulo de dióxido de carbono na atmosfera.

 

No Brasil essa situação pode piorar com a possibilidade de extinção do Fundo Amazônia, o maior projeto de cooperação internacional para preservação das florestas.Mas existem muitas ações em nosso dia a dia para reduzir o consumo excessivo dos recursos naturais renováveis e respeitar os limites de renovação do orçamento ambiental da Terra.

 

Nas cidades temos de ampliar as áreas verdes, participar ativamente da coleta seletiva, reduzir o consumo de água, armazenando água de chuva e limpando esgoto transformando-o em energia, incentivar modelo de consumo responsável e frugal, combater o consumismo, impedir a produção de produtos descartáveis, utilizar transporte público e ciclovias, para começar a reduzir nosso consumo excessivo.

 

No setor energético é necessário fortalecer a transição entre energia produzida de recursos não renováveis: petróleo e carvão por eólica e solar. Os governos devem desenvolver programas de incentivo fiscal para essas mudanças. Imagine se todos os banhos realizados no Brasil por 209,3 milhões de pessoas por dia utilizassem água quente, aquecida pelo sol. O quanto estaríamos economizando de energia elétrica, e dessa forma não iríamos precisar de novas hidroelétricas, que ao serem construídas produzem um enorme impacto na região onde são introduzidas, além dos impactos sociais e econômicos.

 

Na área de alimentação, sabemos que no Brasil cerca de 80% dos alimentos consumidos pela população são produzidos pela agricultura familiar. Os sistemas agroflorestal e orgânico são métodos produtivos, que atuam a favor da natureza, melhorando a qualidade do solo e não poluindo água, ar e solo, sendo as formas sustentáveis de produzir alimentos saudáveis livre de agrotóxicos. E se o governo incentivar esses modelos de produção no país? Será que poderíamos alterar o quadro de desertificação e poluição com uso dos agrotóxicos que estamos vivendo no Brasil?

 

E proteger áreas de conservação e ampliar as florestas em todos os biomas brasileiros também é uma ação importante, que deve ter continuidade e ser mantida por meio de programas como o Fundo Amazônia e outros projetos de recuperação de áreas degradadas por todo o país.

 

Para pegar essa trilha da sustentabilidade, ainda é necessário ampliar a consciência socioambiental das lideranças governamentais e empresariais e da população, para caminhar com foco na construção de uma sociedade com práticas de sustentabilidade em seu cotidiano.

 

*Mônica Pilz Borba é Educadora Ambiental e  fundadora do Instituto 5 Elementos.

Instituto 5 Elementos promove atividades na Virada Sustentável – Fala Sampa

Dentro da Virada Sustentável na programação do Fala Sampa, que ocorrerá no dia 24 de agosto de 2019 na UNIBES Cultural, o Instituto 5 Elementos – Educação para Sustentabilidade, com 27 anos de atuação na área, irá promover uma “Oficina dos Indicadores de Educação Ambiental” e a exposição “De onde vem – Para onde vai” e a “Oficina de jogos de Educação Ambiental”.

A oficina dos “Indicadores de Educação Ambiental“, tem como objetivo qualificar projetos e programas de educação ambiental na escola, empresa, comunidade.  Ela irá ocorrer no período da manhã, das 10h às 13h e é voltada a educadores, gestores, coordenadores e diretores que desenvolvem, ou querem iniciar um projeto ou programa de educação ambiental em sua instituição. Os indicadores são parte do processo de implantação da MonitoraEA – que é a “Plataforma Brasileira de Monitoramento e Avaliação de Projetos e Políticas Públicas de Educação Ambiental” da ANPPEA. Sua missão é trazer inovação, abordando uma visão sistêmica de construção participativa, que consolide uma sociedade sustentável, potencializando transformação cultural, social, ambiental e econômica. Para esta atividade é necessário  inscrever-se: http://bit.ly/5Elem

 

No período da tarde, das 15h às 18h, será realizada a Exposição “De onde vem – Para onde vai” (de onde vem os produtos que consumimos e para onde vão os resíduos) estimulando o pensar e agir dos 5Rs: Repensar, Recusar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar, e a “Oficina de jogos de Educação Ambiental”, que consiste num circuito de atividades educativas por meio de jogos, para vivenciar e aprender sobre fauna e flora brasileiras de forma lúdica e divertida com a equipe de educadores do Instituto 5 Elementos – Educação para a Sustentabilidade. Essa atividade é voltada para crianças, jovens, adultos e famílias interessadas em aprender mais sobre o meio ambiente e seu objetivo é estimulá-las a desenvolver práticas de sustentabilidade em seu cotidiano.

Estas atividades serão facilitadas pela equipe de educadores ambientais do Instituto 5 Elementos: Mônica Pilz Borba, Patricia Otero, Juliana Coutinho  e Eduardo Vitale.

 

Local: auditório da Unibes Cultural, Rua Oscar Freire, 2500 – Sumaré, São Paulo – SP.

Data: 24 de agosto – sábado.

 

Oficina de Indicadores de Educação Ambiental

Horário das 10h às 13h.

Inscrições: http://bit.ly/5Elem

 

Exposição “De onde vem – Para onde vai” e “Oficina de jogos de Educação Ambiental”

Horário: das 15h às 18h.

 

Para mais informações:

Instituto 5 Elementos: http://www.5elementos.org.br/?p=3988&preview=true

Contato

Mônica Pilz Borba- monicab@5elementos.org.br    11 992976321

Patricia Otero- patriciaotero@5elementos.org.br    11 966377816

Juliana Coutinho- julianabcoutinho@live.com          11 995312515

Eduardo Vitale- eduvitale@5elementos.org.br         11 985446925

 

Virada Sustentável programação completa: https://www.viradasustentavel.org.br/conteudos/sao-paulo.html

Últimas semanas para inscrever seu projeto no “Prêmio Desafio 2030 – Escolas transformando nosso mundo”.

 

As inscrições para a Edição 2019 vão até 16/06 e podem participar projetos de escolas públicas e particulares da Grande São Paulo. A divulgação dos finalistas será no dia 12/08.

 

O Prêmio Desafio 2030 reconhece trabalhos desenvolvidos em instituições de Ensino Básico por meio de projetos transformadores ligados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que integram a Agenda 2030, formada por um conjunto de programas, ações e diretrizes que orientarão os trabalhos das Nações Unidas e de seus países membros rumo ao desenvolvimento sustentável.

 

Serão premiados projetos em seis categorias, de acordo com o nível de ensino: Educação Infantil, Ensino Fundamental I, Ensino Fundamental II, Ensino Médio, EJA (Educação para Jovens e Adultos) e, pela primeira vez, Ensino Técnico.

“Percebemos o real valor da palavra incentivo ao vencer o Desafio 2030. Esta premiação reverberou para além dos muros da escola, comprometendo e motivando nossa comunidade. Participar do prêmio foi um desafio, conquistá-lo foi uma glória e fazer valer esta premiação tornou-se um compromisso diário”, José David de Souza, diretor da EMEB Annita Magrini Guedes, escola de São Bernardo do Campo vencedora da categoria Fundamental I na edição 2018.

 

Inscreva agora o seu projeto acessando: www.desafio2030.com
 

REALIZAÇÃO: edukatu, Instituto 5 Elementos,  Reconectta e Virada Sustentável.

O que fazer com nossos resíduos após o consumo?

 

O que fazer com nossos resíduos após o consumo?

Compostagem e coleta seletiva sim! Incineração Não!

* Gina Rizpah Bensen

 

A Política Nacional de Resíduos Sólidos do Brasil, Lei n.12. 305 (PNRS), em vigência há 9 anos, diz que a partir de agosto de 2014 apenas os rejeitos: que são resíduos sólidos que, depois de esgotadas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos economicamente viáveis, poderiam que ser dispostos em aterros sanitários.

 

Para os resíduos sólidos a hierarquia da PNRS é: começa com a Não geração, redução, reúso, reutilização e reciclagem e apenas rejeitos para aterros. Nesse sentido, o Plano de Resíduos Sólidos do Município de São Paulo (PGIRS) construído de forma cidadã e democrática, com o horizonte de 2014- 2033, colocou uma meta de até 2033 passar de 98% dos resíduos aterrados para 78% recuperados, com a inclusão sócio-produtiva de catadores de materiais recicláveis na coleta seletiva e na logística reversa (retorno) dos recicláveis para os fabricantes.

 

O processo de construção participativa do PGIRS em São Paulo mostrou que é possível democratizar e engajar os cidadãos na construção de políticas públicas e Planos para a melhoria da qualidade dos serviços na cidade.

 

Destaca-se três questões fundamentais para o aperfeiçoamento do sistema de gestão de resíduos da cidade. Existe a necessidade de cobrança de taxa ou tarifa referente a prestação de serviço, por meio da qual, comprovadamente se estimula a justiça social e a redução da geração de resíduos. Um sistema de informação sobre a gestão de resíduos que permita ao cidadão conhecer de forma detalhada e transparente e atualizada a utilização dos recursos e os dados quantitativos sobre os serviços prestados, quilômetros varridos, toneladas coletadas por tipo de resíduo e por subprefeitura.

 

O site da AMLURB, fornece informações básicas e gerais sobre a gestão de resíduos na cidade e sobre os contratos com as empresas concessionárias. Precisamos de mais transparência e mais accountability ou prestação de contas por parte da prefeitura. Sabemos pelo site da prefeitura que no ano de 2017 foram coletadas 3.682.260 toneladas de resíduos na coleta regular e apenas 87.921 toneladas na coleta seletiva que corresponde a apenas 2,4% do que foi coletado. O ano de 2018 tem informação de quantitativos apenas até o mês de julho, e não há ainda nenhuma informação referente ao ano e 2019.

 

Cabe destacar também que este não é um caminho de mão única e que a sociedade precisa ter o compromisso de participação. Nesse sentido é comunicado pela prefeitura que o serviço de coleta seletiva está disponível para toda a cidade. Verifique quando a coleta seletiva passa no seu bairro e se não passar na sua rua veja como pode ter acesso ao serviço no site:  https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/amlurb/coleta_seletiva/index.php?p=4623

 

Central de Triagem da coleta seletiva. Foto: Prefeitura de São Paulo.

 

Ainda não existe a coleta domiciliar de orgânicos, que estava prevista no PGIRS, para iniciar em 2017. No entanto, no apartamento em que moro separo os recicláveis secos num balde, os úmidos num minhocário e tenho uma pequena lixeira para os rejeitos. Posso dizer que só 20% do que produzo é rejeito e vai para a coleta regular. Ah! e também separo o óleo de cozinha que é doado para reciclagem.  Mas, o importante é reduzir a geração de resíduos e fica para um próximo capítulo.

 

 

Minhocário doméstico.  Foto: Gina Rizpah Besen

 

* Gina Rizpah Bensen é Psicóloga, doutora em Saúde Publica, Pesquisadora Colaboradora do Instituto de Energia e Ambiente da USP e Membro  associada do Instituto 5 Elementos – Educação para Sustentabilidade.

 

Prêmio “DESAFIO 2030 – ESCOLAS TRANSFORMANDO NOSSO MUNDO”

O prêmio “DESAFIO 2030 – ESCOLAS TRANSFORMANDO NOSSO MUNDO” tem como propósito reconhecer o trabalho desenvolvido nas instituições de Ensino Básico, por meio de projetos transformadores ligados aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Nesta 3ª edição (2019) o prêmio será voltado a todas as escolas públicas e particulares de Educação Infantil, Ensino Fundamental 1 e 2, Ensino Médio, EJA e Técnico da Grande São Paulo.

 

CRONOGRAMA

08/04 – Lançamento oficial da 3ª edição do Prêmio e início das inscrições

16/06 – Término do período de inscrição

12/08 – Anúncio dos 3 finalistas por ciclo

22/08 – Cerimônia de Premiação com o anúncio dos vencedores

 

Últimas semanas para inscrever seu projeto no “Prêmio Desafio 2030 – Escolas transformando nosso mundo”.

 

Inscrição e Regulamento.

 

REALIZAÇÃO: edukatu, Instituto 5 Elementos,  Reconectta e Virada Sustentável.

Avistar 2019 no CEPEUSP

Programação do XIV Encontro Brasileiro de Observação de Aves busca aproximar o público da natureza e inclui palestras, exposições, oficinas e programação especial para as crianças

 

AvistarBrasil em parceria com o Observatório de Aves e Museu Biológico do Instituto Butantan, realiza entre os dias 17 a 19 de maio o 14º Encontro Brasileiro de Observação de Aves. A programação, gratuita, inclui feira, exposições, palestras, oficinas para crianças e adultos e lançamentos de livros, entre outras atividades.

 

Distribuído em auditórios e espaços ao ar livre no CEPEUSP, o Congresso Avistar contará com mais de 100 palestras em quatro auditórios, além de ciclos temáticos. O evento conta também com as exposições fotográficas e de ilustrações. Haverá diversos lançamentos de livros e sessões de autógrafos. Além disso, food trucks estarão espalhados por todo o evento.

 

Turismo de Observação, Aves Urbanas, Aves migratórias, fotografia e ilustração de aves são temas que estarão em destaque durante o evento. Além de dezenas de locais incríveis para a prática da observação e aves e ecoturismo.

 

Destaque para presença de experts no turismo de observação como Alvaro Jaramillo autor de diversos livros e pioneiro do turismo de observação na região do pacifico da América do sul, Tim Appleton, criador da British Bird Fair o maior evento global de observação de aves e Rick Prum, ornitólogo e pesquisador de Yale University, o event ocontrará também com a presença de David Lindo, The Urban Birder   conhecido internacionalmente por explorar a observação de aves nas grandes metrópoles.

 

Cecilia Wey Conselheira do Instituto 5 Elementos,  estará dia 17 às 14h20 participando do mesa: Parcerias em Unidades de Conservação.

 

A feira Avistar contará com a presença de delegações de diferentes estados, Tocantins, Mato grosso do Sul, Pará e Espirito Santo entre eles. Serão oferecidas ainda atividades para quem nunca observou aves. Os iniciantes poderão acompanhar o #vempassarinhar, o já tradicional passeio e atividade prática de observação, no sábado dia 18 às 7h, nas trilhas da cidade universitária e Observação Para Iniciantes mini-curso de observação  de

 

A programação completa está disponível no site www.avistarbrasil.com.br. O Avistar Brasil 2019 acontece entre os dias 17 a 19 de maio, na CEPEUSP – portão 21 da USP – cidade universitária – zona oeste da capital. Feiras, oficinas, exposições e passarinhadas são atividades abertas ao público, e não precisam de inscrição. Para participar das palestras do congresso Avistar Brasil as inscrições devem ser feitas no site do evento.

2015 I Coletas Seletivas em Movimento

Publicação do Programa Água  WWF-Brasil para o incentivo à formação de cooperativas  de catadores de material reciclável.

Disponível para download: Coletas_Seletivas_em_Movimento

Pelo amor à Terra

  • Pelo amor à Terra

*Patricia Otero

 

22 de abril, Dia da Terra, um chamado para toda a humanidade reparar na sua beleza e lembrar da coexistência.

O dia foi criado em 22 de Abril de 1970, com o objetivo de Celebrar Gaia a nossa Mãe Terra.

 

Hoje ações estão acontecendo simultaneamente no mundo todo, para sensibilizar a sociedade sobre os problemas ambientais e para a importância de iniciativas de cuidado com a Terra.

 

Repare, por aqui, muita diversidade de paisagens naturais: florestas, campos, cerrados, montanhas, praias, grandes rios, ambientes marinhos… Nelas, vivem milhões de pessoas com as mais diferentes culturas, além das plantas e dos animais. A Mata Atlântica é aqui, árvores frondosas, macacos, insetos, flores e muita água, todos coexistindo para manter a teia da vida.

 

Mas, a capacidade da Terra renovar seus próprios recursos e de absorver resíduos por exemplo, já se encontra comprometida por um padrão de produção e consumo insustentável e injusto.

 

A educação ambiental tem se mostrado fundamental para levar o conhecimento e inspirar atitudes de cuidado com a Terra. O Instituto 5 Elementos é um ótimo exemplo, realiza cursos para professores, produz publicações didáticas, jogos e ações diversas de educação para a sustentabilidade há 26 anos.

 

Atenção para estes dados:

 

  • menos de 20% da população detêm 80% dos recursos naturais do globo, relegando a imensa maioria a uma situação de incontestável pobreza;

 

  • 1,02 º C: este é aumento registrado no Século passado na temperatura do Planeta, inspira grande preocupação, pois, apesar de ainda desconhecermos boa parte de suas dinâmicas, é certo que eventos climáticos extremos decorrem dessa elevação;

 

  • Restam apenas 12% de mata atlântica, 18% da Amazônia já foi dizimado;

 

  • Cada brasileiro gera em média 1 kilo de  lixo por dia e consome cerca de 200 litros de água;

 

  • São despejados nos oceanos cerca de 12,7 milhões de toneladas de plástico, (garrafas, sacos plásticos, canudos).

 

 

E mais, aproveite este dia para fazer uma viajem pelo nosso Planeta,  a dica é o documentário One Strange Rock tem na Netflix.

 

Celebrar o Dia da Terra é confiar na vida e na nossa capacidade de reverter essa situação! A vida na Terra é a sua também.

 

 

*Patricia Otero é Pedagoga, Mestre em Sustentabilidade e fundadora do Instituo 5 Elementos-Educação para Sustentabilidade.

Assembléia Geral do Instituto 5 Elementos

O Instituto 5 Elementos promoveu  dia 25 de março, sua Assembleia Geral, realizada em São Paulo na Sala Crisantempo, a reunião contou com a presença do presidente e vice do conselho consultivo, conselho fiscal e associados da instituição.

Na pauta, apresentação dos resultados de 2018, com enfoque na renovação do Instituto, por meio de seu  novo site, conselho, associados, captação de recursos e projetos. Os destaques ficaram por conta da realização de projeto SejaDigital com a Tenda Socioambiental e da atuação na Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental-CIEA. Para sabe mais acesse o Relatório de Atividades 2018.

Nessa assembleia foi eleita a diretoria e o novo conselho consultivo e fiscal para gestão de 2019 a 2022. Como diretores temos: Alan Gilbert Dubner – Diretor Superintendente e Marta Schutzer de Magalhães – Diretora Financeira. Para presidir 0 Conselho Consultivo foi eleito Pedro Roberto Jacobi e Vice Aron Belinky e para compor o Conselheiro Consultivo temos Adalberto Wodianer Marcondes, Célia Maria de Azevedo Mizinski, Rita de Cássia Bernardo Mendonça, Maria Cecilia Wey Brito. Para compor o conselho fiscal temos Luiz Cruz Villares e Mariana Marcon.

O Instituto 5 Elementos agradece aos antigos e novos integrantes da diretoria e conselho, por confiar e apoiar essa entidade, que em 2019 completa 26 anos.

Instituto 5 Elementos celebra 26 anos no dia 7 de abril


É com muita felicidade que o Instituto 5 Elementos celebra seus 26 anos de vida.

Conheça nossa linha do tempo e o novo site http://www.5elementos.org.br/.

Agradecemos a todos e todas que fizeram parte dessa história, e estamos sempre de portas abertas para reconexões e desenvolvimento de novos projetos que promovam a Cultura da Sustentabilidade por meio da Educação.

Atlas Hidrográfico do Alto Tietê-– Uma aventura pelos seus recursos naturais

Atlas Hidrográfico do Alto Tietê,  com textos e mapas temáticos para que crianças e professores possam compreender os problemas que a água enfrenta nesta complexa bacia hidrográfica, e assim promover mobilizações em prol da melhoria da qualidade das águas e da sua gestão em nossa região.  O Atlas tem uma série de mapas e textos de apoio da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê – bem como de suas Sub-bacias-limite: Cabeceiras, Billings-Tamanduateí, Juqueri, Cantareira e Cotia, Guarapiranga e Pinheiros-Pirapora. Acompanha esta publicação um Caderno de Atividades para professores do Ensino Fundamental 2 e Ensino Médio.

Principais parceiros: FEHIDRO – Fundo Estadual de Recursos Hídricos, PROCAM – Programa de Ciências Ambientais da Universidade de São Paulo (USP) e Editora Evoluir Cultural.

Para acessar a publicação: Atlas_para_a_Sustentabilidade_da_Bacia_Hidrografica_do_Alto_Tiete (1)-compressed

Caderno de Atividades Educativas_Atlas_versão_final_190515

REPEA desde 2000

2000 Portal Neoambiental

A iniciativa visa integrar  educadores ambientais, estudantes, pesquisadores, ONGs e simpatizantes da temática socioambiental, que exercem sua cidadania ativa através da atuação em rede, da Educação Ambiental e de suas várias vertentes. Como resultado foi produzida uma carta interna para os membros da REPEA participarem ativamente, convite para educadores ambientais das redes de relacionamento dos elos da REPEA integrarem a lista de diálogos da REPEA e suas ações.

O Instituto 5 Elementos lançou a publicação em  2005 | Orientação para EA nas Bacias Hidrográficas do Estado de São Paulo.

O desafio agora é organizar o IV Encontro Estadual de Educação Ambiental, ampliando ainda mais o fortalecimento dos elos da REPEA em ações integradas de Educação Ambiental no estado de São Paulo.

Regulamentação da PEEA 2012

Regulamentar a Política Estadual de Educação Ambiental, criada através da Lei Estadual nº 12.780, de 30 de novembro de 2007, dando instrumentos para a sua aplicação, foi uma missão do Instituto 5 Elementos, que há anos atua para a construção democrática dessa política no Estado por meio da educação.

Entre as ações realizadas está a participação em reuniões no Grupo de Trabalho para a Elaboração da Minuta de Decreto para a Regulamentação da PEEA, além do importante resultado representado pela própria criação da Minuta do Decreto.

Entre os desafios vivenciados estavam  a busca pela manutenção do processo participativo de construção da lei e de criação da Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental (CIEA).

Principais parceiros: Secretaria de Estado do Meio Ambiente através da Coordenadoria de Educação Ambiental – CEA, Secretaria de Estado da Educação, Secretaria de Estado de Saneamento e Recurso Hídricos, Núcleo de Educação Ambiental da Superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente, Associação Global de Desenvolvimento Sustentado – AGDS, Faculdade de Tecnologia da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, Laboratório Interdisciplinar de Formação do Educador – LAIFE da USP, Instituto 5 Elementos, Instituto de Empreendedores Ambientais e Sociais – Ideas, Instituto Estre, Instituto Refloresta, Instituto São Paulo Sustentável – Rede Nossa São Paulo, Oca – Laboratório de Educação e Política Ambiental – ESALQ/USP, Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis.

Rede Brasileira sobre Infância e Consumo 2013

Na tarde do último dia 19, o Instituto Alana recebeu 41 convidados para um encontro cujo objetivo é promover a criação de uma rede brasileira que discuta questões relacionadas ao tema Infância e Consumo, e Mônica Pilz Borba gestora do Instituto 5 Elementos foi uma das convidadas.
O Instituto Alana apresentou um plano de apoio financeiro a rede até 2015. A previsão de gastos foi de R$200 mil reais em 2014 e R$ 100mil reais em 2015. As pautas foram: como utilizar os recursos disponibilizados pelo Alana; Quais os objetivos e qual o filtro de seleção para integrantes da rede; Criação de um grupo operacional; Consumo e consumismo; Criação de um site; Criar formas alternativas de Comunicação, dentre outras.
Nosso próximo encontro será na UMAPAZ nos dias 23 e 24 de agosto com o objetivo de traçarmos um plano de ação para a rede.

Programa Cidades Sustentáveis 2012

Programa Cidades Sustentáveis

Divulgar a Plataforma Cidades Sustentáveis, suas ações e formações nos municípios em que atuamos no programa Energia Social para a Sustentabilidade Local, tem sido a atuação do Instituto junto ao Programa Cidades Sustentáveis.

Como resultado desse esforço, obteve-se a adesão de cinco prefeitáveis ao Programa Cidades Sustentáveis: Alto Taquari, MT – Maurício Joel de Sá; Mineiros, GO – Arnaldo Junior; Mineiros, GO – Ivane Mendonça; Perolândia, GO – Neldes Beraldo da Costa e Mirante do Paranapanema, SP – Átila Ramiro Menezes Dourado. Destes candidatos, Maurício Joel de Sá e Neldes Beraldo da Costa foram eleitos.

Com o encerramento das eleições municipais, o Programa Cidades Sustentáveis busca adesão dos prefeitos que não se comprometeram com o Programa durante as campanhas eleitorais. O desafio do Instituto 5 Elementos é incentivar nos municípios do Programa Cidades Sustentáveis a adesão desses prefeitos.

Principais parceiros: Associação brasileira de entidades estaduais de meio ambiente (Abema), Afrobras, Sem Educação Não Há Liberdade, Instituto Akatu pelo consumo consciente, Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (ANAMMA), Atletas pela Cidadania, Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS), Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC), Instituto 5 Elementos, Instituto Democracia e Sustentabilidade,  Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) , DPZ, Fórum Amazônia Sustentável, Frente Nacional de Prefeitos (FNP), GIFE – Grupo de Institutos Fundações e Empresas, Greenpeace, Núcleo de Estudos do Futuro, Mobilize – Mobilidade Urbana Sustentável, Ordem dos Advogados do Brasil – Conselho Federal, ONU HABITAT – por um mejor futuro urbano, PNUMA, Roland Berger Strategy Consultants, Instituto Saúde e Sustentabilidade, Serviço Social do Comércio  (SESC), Instituto Socioambiental (ISA), SOS Mata Atlântica, Trata Brasil, Transition Brasil, Todos pela Educação, UNICEF, Vitae Civilis e WWF.

Plataforma de Apoio à Agricultura Orgânica na Cidade de São Paulo 2012 e 2013

Objetivo da ação: Dissemina informações e traz reivindicações importantes aos candidatos à prefeitura e câmara de vereadores para fortalecer a produção de orgânicos nas áreas rurais do município

A Plataforma foi entregue aos candidatos antes da eleição de 2012 em evento de lançamento em Parelheiros (SP), e agora o desafio é exigir o cumprimento de suas reivindicações. Comprometeram-se com a assinatura os vereadores Goulart (PSD), Natalini (PV), Nabil Bonduki (PT), Alfredinho (PT) e o prefeito Haddad (PT).

Em 2013 este grupo irá retomar este processo junto a câmara de vereadores e ao executivo.

Principais parceiros: AAO-Associação de Agricultura Orgânica, ABD-Associação Biodinâmica, APOSM-Associação de Produtores Orgânicos de São Mateus, AHPCE_Associação Holística de Participação Comunitária, Casa do Rosário e Centro Paulus, Cooperapas, Fundação Mokiti Okada, Instituto 5 Elementos, Instituto Kairós, Instituto Pedro Matajs, Instituto Pólis, Instituto Refloresta.

GT de Resíduos Sólidos de Fórum Empresarial de Apoio à Cidade de São Paulo 2012

Programa Consumo Sustentável

A ideia de um GT de Resíduos Sólidos no âmbito do Fórum é impulsionar a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos na cidade de São Paulo e fazer com que as iniciativas empresariais existentes se articulem, gerando negócios inovadores, inclusivos e sustentáveis.

Entre 2011 e 2012, diferentes reuniões, análises e discussões da Política Nacional de Resíduos Sólidos e do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos no município foram realizadas. Entre o público-alvo principal dessas ações estão as empresas e instituições que sofrem influência da Política Nacional de Resíduos Sólidos na cidade.

Entre os resultados mais importantes conquistados no último ano, a organização do seminário “Resíduos Sólidos e a Cidade: Boas Práticas e Desafios” e a elaboração de uma carta compromisso para os candidatos à prefeitura de São Paulo assinada no seminário. Entre os que se comprometeram, estiveram: Ana Luiza F. Gomes (PSTU), José Maria Eymael (PSDC), Miguel Manso (PPL), Nádia Campeão representando o candidato Fernando Haddad (PT), e Soninha Francine (PPS).

Porém, no final de 2012, o Instituto 5 Elementos deixou o GT por este ter assumido caráter nacional, enquanto a entidade manterá foco regional em 2013 com o projeto Consumo Sustentável e Ação na Subprefeitura na Lapa e em outras regiões.

Parceiros: Instituto Ethos, Rede Nossa São Paulo, Alcoa, Grupo Pão de Açúcar, Estre Ambiental, Fecomercio, Suzano Papel e Celulose, Cushman & Wakefield, Roche, Grupo Solví, Tetrapak, C&A, Giral, Remari, CEMPRE (Compromisso Empresarial pela Reciclagem), Abividro, SOS Sustentabilidade, You Green.

GT de Educação Ambiental da Rede Nossa São Paulo (Grupo Pré-CIMEA) 2012 – 2013

Programa Cidades Sustentáveis

Com o objetivo de implantar no município de São Paulo a Política Municipal de Educação Ambiental e a Comissão Intersetorial Municipal de Educação Ambiental de São Paulo, o Grupo de Trabalho de Educação Ambiental da Rede Nossa São Paulo já conquistou importantes resultados desde seu início, em fevereiro de 2012.

Entre eles conseguiu estabelecer a minuta da Política Municipal, orientando seu conteúdo para o público de maior interesse das ações de educação ambiental no município, composto por educadores e alunos dos Ensinos Infantil e Fundamental.

Mas o grupo teve de enfrentar, em 2012, o aguardo da regulamentação da Política Estadual de Educação Ambiental para só então criar as bases do conteúdo da Política Municipal.
Em 2013 o grupo se rearticulou e soube que o vereador Dalton Silvano apresentou um PL sobre a PMEA sem articulação com a Pré-CIMEA, sendo assim reelaboramos um novo PL para apresentar em audiência pública no mês de agosto.

Parceiros: Rede Nossa São Paulo, Instituto 5 Elementos, Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, Instituto Refloreta, SOS Mata Atlântica, Instituto Paulo Freire, Instituto Vitae Civilis, Aprendiz.

Fórum Suprapartidário por uma São Paulo Saudável e Sustentável para 2013

Programa Cidades Sustentáveis

O objetivo do Fórum é reunir, organizar e formular subsídios e propostas para o Plano Diretor do Município de São Paulo, priorizando aspectos da sustentabilidade e do controle social na formulação e execução das políticas públicas a serem definidas no âmbito do Plano Diretor.
O Instituto participa visando auxiliar no planejamento e desenvolvimento de atividades e eventos na perspectiva de transformar São Paulo em uma cidade saudável e sustentável para todos.

Um dos resultados foi o debate sobre Plano de Metas – Desafios para o novo governo da Cidade de São Paulo com a participação de membros da Rede Nossa São Paulo, e o desafio é promover um amplo ciclo de debates em 2013 sobre os temas do Plano Diretor.

Principais parceiros: ASSAMPALBA, Associação dos Geógrafos Brasileiros, Associação Paulista de Saúde Pública, Casa da Cidade, Câmara Municipal de São Paulo, Defenda São Paulo, Escola de Governo, Instituto 5 Elementos, Instituto Ecoar, Instituto Pe. Josimo, Instituto Pólis, Instituto Reciclar, Ministério Público de SP, Movimento de Oposição à Verticalização – Mover Lapa, Movimento Respira São Paulo, Movimento SampaPé, Movimento SOS Parque da Água Branca, Movimento Água Branca
Nudec Lapa, Observatório de Remoções, Plano Diretor de São Paulo, Portal Federativo
Rede Nossa São Paulo, Sindicato dos Arquitetos de São Paulo, Sindicato dos Engenheiros de SP, Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Ciência e Tecnologia, ZN na Linha.

FBOMS

Programa Cidades Sustentáveis

Participar das ações do Fórum Brasileiro de ONS e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e Desenvolvimento é uma das atuações de política pública do Instituto que participa das reuniões anuais da Coordenação Nacional do FBOMS e da atualização cadastral do movimento.

Agora, o desafio é a realização de atualização de cadastro, o que daria um importante panorama das ONGs e movimentos sociais ambientalistas de âmbito nacional.

Parceiros: Coordenação nacional: Fundação Esquel, Instituto Vitae Civilis, Alternativa Terrazul, ASPOAN, GTA, COMVIDA e Mater Natura.

Conselho Deliberativo do Fundo Nacional do Meio Ambiente – FNMA 2012 e 2013

Programa Cidades Sustentáveis

O Instituto 5 Elementos representa a sociedade civil junto ao Conselho do FNMA entre 2012 e 2014, ocupando a vaga da vice-presidência da Região Sudeste.

Até o momento, participou dos encontros que incluíram a apresentação do funcionamento dos 20 anos do FNMA, que perdeu recursos e força nestes últimos anos. Também teceu uma parceria com Caixa Econômica Federal para financiar novos projetos e irá reabrir fundos para ONGs. Em novembro de 2012, o FNMA lançou a Demanda Espontânea 2012/2013. O público atendido são as ONGs e prefeituras brasileiras.

Comitê de Bacia Hidrográfica do Alto Tietê 2012

Programa Água

Acompanhar o processo de eleição da sociedade civil no CBH-AT, bem como suas atividades e principais discussões das reuniões tem sido o papel do Instituto 5 Elementos junto ao comitê.

Este importante comitê de bacia existe desde 1994 e tem sua atuação diretamente ligada aos moradores e às empresas que atuam na região.

Em 2011, o Instituto enviou recurso apontando diversas irregularidades no processo eleitoral para escolha dos integrantes da sociedade civil do Alto Tietê, que integrariam os Conselhos Curador e Fiscal do coletivo. Em 12 de março de 2012, em reunião do CBH-AT, foi anunciado que a Procuradora de Justiça do Estado constatou as irregularidades anulando o processo eleitoral.

Entre os desafios encontrados na atuação junto ao CBH-AT estão as várias reuniões remarcadas por falta de quórum, a descoberta da irregularidade no processo eleitoral da atual composição do CBH-AT e a nova deliberação para regularização do processo eleitoral, diante da falta de quórum nas últimas reuniões.

Principais parceiros: Integrantes do CBH-AT: municípios que compõe a bacia (Arujá, Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel, Suzano), entidades do Estado e sociedade civil.

Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida 2012 e 2013

Programa Consumo Sustentável

A Campanha visa sensibilizar a população brasileira para os riscos que os agrotóxicos representam, e a partir daí tomar medidas para frear seu uso no Brasil. O Instituto 5 Elementos atua para divulgar a campanha e promover seu abaixo assinado em eventos de participação da entidade.

Agricultores e consumidores de alimentos são o público diretamente atendido pelo movimento, que também enfoca a divulgação de informações que esclarecem sobre o impacto dessas substâncias na saúde e no meio ambiente.

Parceiros: Instituto 5 Elementos, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – IDEC, Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional – FASE, Agricultura Familiar e Agroecologia – AS-PTA, Fundação Rosa Luxemburgo, Políticas Alternativas para o Cone Sul – PACS (RJ), Visão Mundial, Associação Advogados de Trabalhadores Rurais – AATR (BA), Centro de Estudos e Ação Social – CEAS (BA), Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais – SASOP (BA), Centro de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Extremo Sul – CEPEDES (BA), Associação das Rendeiras de José e Maria, Grupo de Agroecologia de Umbuzeiro – GAU,Terra de Direitos, GIAS – MT, Instituto Kairós, Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, FORMAD, Radio AgênciaNP, Semeadores Urbanos, CAA – Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas.

Câmara Técnica de Educação Ambiental – CTEA 2012

Auxiliar a Câmara Técnica de Educação Ambiental na discussão dos temas de Educação Ambiental na Bacia Hidrográfica do Alto Tietê na análise dos projetos FEHIDRO (Fundo Estadual de Recursos Hídricos) é o papel do Instituto 5 Elementos neste caso.

O resultado já foi a participação em quatro reuniões realizadas em 2012 e o auxílio na análise dos projetos do FEHIDRO aprovados para 2013.

Principais parceiros: Representantes da Sociedade Civil, Municípios da Bacia do Alto Tietê e órgãos do Estado eleitos para compor a Câmara Técnica.

Câmara Técnica de Agricultura do Conselho Gestor das APAs 2012

Programa Espaços Educadores

Discutir e deliberar sobre os assuntos relacionados à agricultura nas Áreas de Proteção Ambiental Bororé-Colônia e Capivari-Monos com o objetivo de viabilizar o desenvolvimento rural sustentável da região e entorno é a função da CT de Agricultura dos Conselhos Gestores.

O Instituto atua diretamente nas CTs, cujos desafios são, entre outros, organizar a realização do 3° Encontro de Planejamento Estratégico em Agricultura das APAs, e desenvolver meios de envolver o maior número possível de agricultores nas ações governamentais e promovidas por ONGs para o desenvolvimento da agricultura na região, que hoje gira em torno de 10% do total de agricultores cadastrados.

Os resultados alcançados até agora foram a participação de mais de 60 agricultores da região (aproximadamente 20% do total) nos seis preencontros regionais realizados em cinco bairros da região, e de 40 agricultores no 3° Encontro de Agricultura das APAS, do qual resultou o documento denominado Carta de Parelheiros para a Agroecologia, com a compilação das demandas dos agricultores.

Principais parceiros: Conselhos Gestores das APAs, Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, ABAST – Supervisão Geral de Abastecimento de São Paulo, Casa do Rosário e Centro Paulus, Cooperapas, Fundação Mokiti Okada, Instituto 5 Elementos, Instituto Kairós, Instituto Pedro Matajs,CATI- Coordenadoria de Assistencia Técnica Integral, IEA – Instituto de Economia Agrícola, Instituto Biológico, USP.

Jogo Trilha Radical Verde

Jogo de tabuleiro que representa um passeio educativo e ecológico em um parque urbano. Pode ser jogado a partir de duas pessoas, inclusive em equipes. Os jogadores recebem missões que refletem cidadania, respeito e cuidado com o meio ambiente e as pessoas. Durante o passeio, também se engajam em atitudes coletivas e individuais, e ainda respondem perguntas sobre o meio ambiente, fauna e flora urbanas e reciclagem. Faixa etária recomendada: 7 a 77 anos. Contém tabuleiro, dado, cartas-perguntas, cartas-atitudes, cartas-missões e regras do jogo (Produzido em 1998).

 


Para contratar o jogo e monitores, entre em contato pelo telefone (11) 3871-1944 ou pelo e-mail comunicacao@5elementos.org.br

Jogo das Bacias Hidrográficas

O Jogo das Bacias Hidrográficas do Estado de São Paulo tem como objetivo que seus participantes conheçam a situação das 22 Bacias Hidrográficas, além de ensinar os nomes dos rios, principais cidades, qualidade de suas águas, pontos cardeais, estados vizinhos, além de suas realidades e problemas socioambientais que enfrentam para gerenciar os recursos hídricos em sua região. Tem um tabuleiro de 6mx4m conforme ilustração abaixo, onde podem jogar de 20 a 30 alunos divididos em 4 equipes, que recebem 22 cartas contendo informações sobre a situação das águas, vegetação e curiosidades locais das bacias. O instrutor do jogo faz perguntas aos grupos e caso acertem avançam no percurso passando de uma para outra bacia começando na divisa do estado com Mato Grosso até o oceano Atlântico.


Para contratar o jogo e monitores, entre em contato pelo telefone (11) 3871-1944 ou pelo e-mail comunicacao@5elementos.org.br

Para fazer download do tabuleiro, clique aqui

 

Bingo Ecológico

O jogo de bingo é conhecido por todos, e o Instituto 5 Elementos desenvolveu diversos bingos sobre os reinos vegetal, animal e mineral, Mata Atlântica, Pássaros e Parques Urbanos, que ensinam por meio de brincadeira informações e curiosidades sobre cada um destes assuntos.


Para contratar o jogo e monitores, entre em contato pelo telefone (11) 3871-1944 ou pelo e-mail comunicacao@5elementos.org.br.

Mapa do Consumo Sustentável na Subprefeitura da Lapa

Clique no link abaixo para baixar o mapa:

Mapa do Consumo Sustentável na Subprefeitura da Lapa

Camiseta Branca

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Tamanhos

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Camiseta Preta

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Calendário Socioambiental

Download disponível:  20ANOS_Calendario_Socioambiental

2012 | Cartilha Ecoeficiência HSBC

Incentivar os fornecedores do banco HSBC a introduzir práticas de ecoeficiência frente aos recursos hídricos, energia, resíduos sólidos e construções, é o objetivo desta publicação, em formato eletrônico, desenvolvida pelo Instituto 5 Elementos em parceria com a área de Sustentabilidade Corporativa do HSBC. Trata-se da atualização de um material desenvolvido em 2010, o qual em 2012 foi readaptado para ser enviado aos fornecedores via Internet.

Ao reconhecer que os fornecedores do HSBC têm papel fundamental no desenvolvimento de práticas mais sustentáveis podendo influenciar os negócios com os quais atuam, a Cartilha de Ecoeficiência visa oferecer conceitos e orientações práticas para aplicação da ecoeficiência no cotidiano das empresas e para o fortalecimento do relacionamento com seus públicos.

Assim, faz uso de linguagem simples e atraente para o público em geral, visando despertar o desejo de envolvimento com a ecoeficiência e aplicação de seus conceitos no dia a dia.

Disponível para download: PUBLICACAO_2012CartilhaEcoeficienciaHSBC

2012 | Política Nacional de Resíduos Sólidos: Desafios e Oportunidades para as Empresas

Com o intuito de mobilizar empresas para o desenvolvimento justo e sustentável da cidade de São Paulo, o Instituto Ethos e a Rede Nossa São Paulo se uniram em 2010 para criar o Fórum Empresarial de Apoio à Cidade de São Paulo. Em maio de 2011, como desdobramento dessa iniciativa, tiveram início as atividades do Grupo de Trabalho de Resíduos Sólidos do Fórum Empresarial, cujo objetivo é contribuir para a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) na cidade de São Paulo. O Instituto 5 Elementos – Educação para a Sustentabilidade atuou como membro do GT de Resíduos Sólidos em 2012.

A publicação traz os principais resultados do trabalho do grupo, permitindo entender as relações entre a Política Nacional de Resíduos Sólidos e a atuação possível das empresas frente a ela.

Download: https://www3.ethos.org.br/wp-content/uploads/2012/08/Publica%C3%A7%C3%A3o-Residuos-Solidos_Desafios-e-Oportunidades_Web_30Ago12.pdf

2009 | Criando Habitats na Escola Sustentável

Contribuir para que os educadores atuem como parceiros da conscientização ambiental, estimulando seus alunos a criar habitats no espaço escolar, é o objetivo do livro “Criando habitats na escola sustentável”, editado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, por meio de seu selo Imprensa Social, de autoria do Ecocentro IPEC (Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado), parceiro do Instituto 5 Elementos.

O livro sugere a utilização da metodologia para a educação em sustentabilidade baseada na permacultura, método para alcançar a cultura sustentável e um sistema de planejamento para a criação de ambientes produtivos, sustentáveis e ecológicos. O material contém um livro do educador, com 96 páginas, e o livro de atividades para os alunos, com 104 páginas. Apresenta cinco projetos de habitats que podem ser criados: alimentação, silvestre, água, energia & tecnologia e cultura & economia verde. As atividades propostas no livro do educador são descritas no caderno de atividades.

Download disponível: http://livraria.imprensaoficial.com.br/media/ebooks/12.0.813.702.pdf

2007 | Nascentes do Brasil

Essa publicação inspira a corresponsabilidade em relação aos recursos hídricos, trazendo práticas bem sucedidas para despertar o leitor para a importância da conservação dos ecossistemas aquáticos, com foco nas fontes, olhos d’água e nascentes. São experiências exemplares num contexto de informações sobre sistemas hídricos, legislação e potenciais subsídios para novas ações.

A gestora e fundadora do Instituto 5 Elementos Mônica Pilz Borba coordenou a organizou esta publicação em 2010, que tem 141 páginas, em formato ilustrado e colorido.

 

Download disponível: nascentes-do-brasil-estrategias-para-a-protecao-de-cabeceiras-em-bacias-hidrograficas